Intercâmbio cultural promete uma “outra concepção de mundo”

Por Juliana Diani

Julia Carvalho, funcionária da Experimento localizada na Praça de Alimentação do campus I da PUC-Campinas
Julia Carvalho, funcionária da Experimento localizada no campus I da PUC-Campinas

Com o aumento do interesse do brasileiro no intercâmbio, segundo dados da Belta (Brazilian Educational & Language Travel Association), estima-se que em 2012 o número de brasileiros no exterior tenha superado 282 mil. A expectativa para este ano, também de acordo com a Belta é um crescimento de 20 a 25%; o que resulta entre 56 a 70 mil brasileiros.

Intercâmbio é o período em que um estudante passa de seis meses a um ano estudando em outro país. É importante não só para o aprendizado da língua como da cultura estrangeira, como afirma Julia Carvalho, funcionária da Experimento localizada na PUC-Campinas, “O intercâmbio não é só o conhecimento da língua, então não é só aprendizado. Quando você faz um intercâmbio, você volta com uma outra cabeça, volta com uma outra concepção de mundo.”

Pode ocorrer por meio de agências de viagem, que cobram de 25 a 35 mil reais por ano ou por um trabalho independente, a pessoa contrata o tipo de moradia e o lugar em que ficará. Por exemplo, o próprio estudante escolhe um internato e paga as próprias mensalidades, assim o próprio intercambista controla o dinheiro que gasta.

O objetivo maior no caso de estudantes é a possibilidade de aprender e aprimorar outro idioma, além da experiência de estar em outra realidade, longe de tudo e todos que conhece, resultando em responsabilidade e autonomia. Existem seis tipos de intercâmbio: o intercâmbio cultural, o profissional, o universitário, o High School, o Teen, o Au Pair e o voluntário.

Os três principais são o cultural ou o de idiomas, o High School e o profissional. O intercâmbio de idiomas equivale ao Homestay, onde a pessoa é hospedada em uma casa de família. O High School é para quem quer cursar o segundo grau no exterior e o terceiro tipo é um intercâmbio sem curso de idiomas, o intercambista trabalha temporariamente e com remuneração em uma empresa fora do país.

ETAPAS
Existe um processo para se realizar o intercâmbio. O primeiro é a escolha do país em que vai ficar, depois se decide qual será a agência em que o intercâmbio será negociado. Já em contato com a agência, o terceiro passo é a escolha do programa em que o aluno se submeterá. Há também a preocupação com a passagem, o visto e o passaporte, que obrigatoriamente devem ser negociados com no mínimo seis meses antes de partir. E então finalmente será a negociação da agência com as escolas e por fim, a espera, como afirma a funcionária da Central de Intercâmbio, Nathalia Rodrigues: “Os passos mais importantes são a escolha do país, da agência e do programa. O candidato deve seguir em risca as instruções e com prévia de seis meses ou mais, deverá tirar o visto e o passaporte. Além deste processo, também é importante dar uma estudada em um livro de inglês básico e preparar um dicionário em sua mala caso seja necessário.”

Os itens necessários para a efetuação do intercâmbio são: formulários da agência de intercâmbio, passaporte com validade mínima de seis meses, declaração de vínculo com escola no país, comprovante escolar no Brasil (por exemplo: diploma), imposto de renda com recibo de entrega, extrato bancário e exame médico. Como informa o estudante de Engenharia Civil, Júlio Pereira, “É necessário muita coisa para fazer o intercâmbio, o mais difícil foi o passaporte, porque o resto são coisas que a agência cuidou por mim. Com exceção de coisas como extrato bancário, exame médico.”

Os países mais procurados pelo intercambista são: Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Irlanda, Inglaterra, Canadá e África do Sul. Em contrapartida de acordo com relatos dos próprios estudantes, o Canadá é o melhor destino por conter um estilo de vida mais calmo e atraente aos olhos de um estrangeiro, sem contar que os preços são mais acessíveis comparados aos outros países. A Austrália também é um país que recebe bem seus visitantes.

O aluno Guilherme Silva fez intercâmbio para o Canadá e afirma que foi uma das melhores experiências que já teve. “Foi muito bom, pois aprendi uma nova cultura, melhorei meu inglês e tive uma experiência muito boa.” Ele fez o Homestay e ficou em uma casa de família. A etapa para se realizar o intercâmbio incluem tirar o passaporte, acertar para onde será o destino pretendido, os custos e a partir daí se tira o visto para determinado país especificando o motivo da viagem. “Primeiro tem que tirar o passaporte, depois ver as coisas da moradia e o custo. Por fim, o visto e a passagem.” Afirma Silva.

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