Documentário de alunas da PUC-Campinas auxilia futuros pais adotivos

Por Natasha Szejer

O videodocumentário (X) Não faz restrição: um retrato da adoção tardia e especial foi exibido durante a reunião mensal de março da Associação dos Pais Adotivos de Campinas (APA) e também fez parte do projeto CINe Club DOC 360° do Museu da Imagem e do Som de Campinas, que acontece toda segunda-feira. Após a exibição dos documentários os visitantes tiveram a oportunidade debater a produção tema com os produtores do vídeo.

O trabalho produzido em 2012 aborda a adoção tardia e especial, de crianças acima de três anos e/ou com doenças tratáveis, não tratáveis, deficiências físicas ou mentais. Foi produzido como Projeto Experimental da Faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas pelas jornalistas Fernanda Domiciano, Karina Pilotto e Raquel Hatamoto sob a orientação do professor Marcel Cheida e a edição técnica de Diohny C. Andrade.

Diversos setores como Varas da Infância de Campinas, Sumaré, Franca e Fernandópolis tem procurado o documentário para auxiliar na preparação de futuros pais adotivos. Grupos de apoio à adoção e interessados em adotar também tiveram interesse no vídeo. “Temos recebido também mensagens de interessados no vídeo de todo o país. Enviamos cópias para Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Sumaré, Hortolândia, Balneário Piçarra (SC), Parambi (RS), entre outras cidades. Nosso objetivo é quebrar as barreiras e preconceito da adoção e colaborar para que mais pessoas tenham acesso a informações sobre o assunto, que é pouco explorado pela mídia e muitas vezes tratado pela sociedade pelo senso-comum”, afirma a jornalista, Karina Pilotto.

De acordo com a jornalista Fernanda Domiciano o videodocumentário relata parte da história de cinco famílias que enfrentaram o preconceito de parentes, amigos, profissionais de abrigos e da equipe técnica das Varas da Infância e adotaram oito crianças e dois adolescentes institucionalizados em abrigos brasileiros. “Eles dificilmente seriam adotados por terem mais de três anos e serem portadores de doenças ou necessidades especiais, como HIV positivo, paralisia cerebral, hidrocefalia e falta de cognitivos”, explica.

O vídeo é divido em três blocos: ‘Gestação’, ‘Processo de Adoção’ e ‘Convivência‘ : o primeiro bloco trata da espera pelos filhos, a “gestação”, anseios e angústias de quem quer adotar um filho. O segundo bloco critica a legislação e o sistema judiciário, explicitando a demora no processo de adoção. No quadro desembargador, juiz e psicóloga mostram suas visões acerca do tema e o que está sendo feito para acelerar o processo. “O objetivo do documentário é mostrar um pouco desse acompanhamento, com depoimentos que destacam a rotina, as dificuldades e as mudanças de comportamento”, afirma a jornalista, Raquel Hatamoto. O bloco “Convivência” mostra as famílias após o processo de adoção. Através de depoimentos é possível conhecer o cotidiano dessas famílias pós-adoção, processo jurídico e preconceitos sociais. O termo “Convivência”, segundo as jornalistas, remete a uma etapa jurídica, período obrigatório em que os profissionais das Varas da Infância e da Juventude acompanham como está sendo a adaptação das crianças e adolescentes nas novas famílias. O vídeo termina com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre o perfil das crianças aptas a adoção e pretendentes.

As jornalistas estão distribuindo o trabalho para os interessados.  Basta entrar em contato com a Jornalista Fernanda Domiciano. O documentário possui a classificação livre e a sua duração é de 26 minutos.

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