Estudo revela que consumidores acessam até cinquenta aplicativos por dia

Por Stéphanie Segal

Juliana Ewers mexendo no celular
Juliana Ewers faz parte dos 18% dos brasileiros que admitem ser viciados nos seus smartphones

Segundo a Empresa Americana de Tecnologia e Informação (Apigee), existem consumidores que acessam até 50 aplicativos por dia de seus smartphones. Os mais usados são Facebook, WhatsApp, Twitter, Skype e Shazam, conforme dados da empresa de estatísticas Onavo.

Conforme a Apigee, 32% dos usuários já começam o dia usando um aplicativo que funciona como despertador. Este é o caso da advogada, Tatiane Russolo, que deixou o tradicional rádio relógio de lado e agora usa o software para acordar todos os dias e ir ao trabalho. “Não consigo mais ficar sem meu smartphone. Com ele eu consigo organizar a minha vida, os afazeres, e acho que sem ele eu morreria”, afirma a advogada. Tatiane também usa o aparelho para lembrar-se dos compromissos, como buscar os filhos na aula de natação e judô.

Apesar de facilitar a vida em várias atividades do cotidiano, a dependência dos aparelhos está cada vez maior. O cuidado com esse uso deve ser redobrado já que percebe-se o aumento de uma nova doença, a nomofobia, uma síndrome que deixa a pessoa dependente da tecnologia. A empresa francesa de pesquisa, Ipsos revelou que 18% dos brasileiros admitem ser viciados nos seus aparelhos de telefonia móvel. ”Não é por que você usa o celular o dia inteiro que tem a doença, mas quando a pessoa se desespera por estar sem ele dai sim deve procurar ajuda”, explica a psicóloga Márcia Gabiatti.

No entanto, ficar longe dos tablets, smartphones e outros aparelhos tecnológicos parece ser uma missão difícil. Para Gabiatti, as redes sociais ganham espaço e tornam-se um assessório essencial para o dia a dia. ”As pessoas tem medo de ficar por fora do que está acontecendo nas redes sociais, de perder o convite para a festa, de não saber da fofoca, não conseguem largar o telefone durante o almoço ou quando saem com os amigos, isso acaba atrapalhando o convívio social”.

Editado por Patricia Lopes e Marina Benatti.

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