Leitores infantis no país são menos que a quantidade de não leitores

Por Marina Benatti

Yasmin Lima, aluna da 4ª série
Yasmin Lima, aluna da 4ª série, na biblioteca da sua escola

 Segundo o Instituto Pró-Livro, na última pesquisa realizada, o número de leitores infantis até a quarta série do ensino fundamental no Brasil, é de 27%, contra 30% em não leitores na mesma faixa etária. É apontado ainda, que as mulheres leem mais do que os homens, com uma diferença de até 14%.

Em Campinas, o número de leitores infantis pode ser influenciado a partir da matrícula em escolas regulares. O número de crianças matriculadas de 0 a 6 anos de idade (educação infantil até a quarta-série) representava 30% em 2010, de acordo com o último censo publicado pela Prefeitura Municipal de Campinas pelo Indicador de Competitividade da cidade. O resultado também divulgado pelo IDEB (Índice de Desenvolvimento Escolar Brasileiro), coloca Campinas em 6º lugar entre as 14 maiores cidades do país e em 23º entre as 50 maiores cidades do país. Em contrapartida, o Instituto Pró-Livro apresenta que 29% das crianças até a quarta série em 2009 estavam na escola, contra 32% em 2007. A queda foi de 3% no total de crianças matriculadas no país, em apenas dois anos.

Maria Isabel Castreze Lima, mãe de Yasmin Lima, aluna da quarta série de uma escola em Campinas, revela que o hábito da leitura é importante desde cedo, pois amplia o vocabulário da filha, ajudando na interpretação de textos, criatividade, conhecimento e imaginação da criança. Maria Isabel e Yasmin são prova de um resultado apontado ainda na mesma pesquisa pelo Instituto Pró-Livro, em que 88% do gosto pela leitura foi criado por ganhar livros e que os leitores de hoje viram os pais lendo, com a mãe representando 22% e o pai 13%. A pesquisa ainda aponta que a maior influencia são os professores (45%), as mães (43%) e pais (17%).

Yasmin Lima, filha de Maria Isabel, já leu onze livros nesse ano e conta que sua maior influência foi a mãe. Yasmin  é um dos exemplos apontados pelo Indicador de Competitividade de Campinas, no último censo publicado pela Prefeitura Municipal, de que há 3,8 bibliotecas para cada 100 mil habitantes na cidade. Já sobre o acesso às bibliotecas, o Instituto Pró-Livro aponta que 67% da população brasileira sabe que existe, 18% não sabe que existe, 15% não sabe se existe ou não e apenas 7% usa a biblioteca pública.

Segundo Raíssa Mattos B. de Andrade, pedagoga, as crianças iniciam a leitura por volta dos 5 anos e antes dessa idade, ocorre pelas imagens e texturas de livros.  As escolas podem influenciar no desenvolvimento infantil através dos livros “não só como suporte, mas também como brinquedo”, afirma. Ela ainda defende que a escola tem um papel fundamental na leitura e que, para formar leitores, é necessário ser um leitor também. 

A criação de bibliotecas também é uma questão importante. Complementa ao dizer que os pais tem papel sobre a importância dos livros na vida dos filhos e que “a família deve caminhar junto com a escola não somente na perspectiva da criança como leitores, mas em todos os aspectos que envolvem o desenvolvimento da criança. Assim como o professor, os pais possuem um papel fundamental estimulando a leitura e o livro como brinquedo para os menores”.

Editado por Juliana Figueiredo e Priscila Carvalho

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