Jundiaí cria ação para combater dengue

Por Audrey Feitosa

Esse ano no estado de São Paulo foi registrado 42.445 casos de dengue. Isso é praticamente o dobro do número registrado em 2012, que foi de 21.967, segundo a Secretária de Saúde de São Paulo, e não estamos nem na metade do ano. Em Jundiaí, por exemplo, o Índice de Breteau (valor numérico que define a quantidade de insetos em fase de desenvolvimento encontrada nas habitações humanas) é de 2,4, segundo o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Isso significa que de cada 10 casas vistoriadas mais de duas tem foco de mosquito, quando a quantidade aceitável é de um para 10.

Agentes do CCZ junto com voluntários da Faculdade de Medicina de Jundiaí e soldados do 12º GAC (Grupo de Artilharia de Campanha) participaram de uma ação à prevenção e orientação à população da cidade, chamada “Dengue: aqui não!”. Durante a ação foram coletadas 117 amostras de larvas e 83 delas eram do mosquito transmissor da dengue (Aedes Aegypti). O gerente do Centro de Controle de Zoonoses, Carlos Ozahata, alerta para o fato de que a presença de focos do mosquito indica criadouros na cidade. Ele pede para que a população se conscientize.

Os criadouros mais frequentes são latas, frascos e plásticos; além de pratos de vasos e pneus. Neles, a porcentagem chega a 64,6%. O restante foi encontrado em piscinas, lajes e plantas. “Muita gente não sabe que a piscina sem uso que tem em casa é um grande criadouro. As pessoas pensam que o cloro que colocam na piscina mata os ovos e larvas, e hoje em dia não é bem assim”, alerta Ozahata.

piscina sem uso e suja
Piscinas são grandes criadouros do mosquito Aedes Aegypti

Antigamente o mosquito precisava de água limpa e parada para se desenvolver. Hoje, já podem ser encontradas larvas em água suja e corrente. Para o gerente, a capacidade de adaptação está associada também à falta de preocupação da população em relação às medidas preventivas. “Os moradores devem ter consciência de que cada um tem que fazer sua parte, não só os agentes públicos e juntos podemos combater a dengue” completa Ozahata.

José Pessoa, morador do bairro Eloy Chaves, localizado no pé da Serra do Japi, sabe do problema que a cidade está enfrentando com a dengue e teme por morar num bairro tão cercado por matas. “Quanto mais perto da mata, mais pernilongos e mosquitos tem. Aqui em casa todos nos conscientizamos e fazemos a nossa parte no combate a dengue. Por exemplo, a nossa piscina quando não está em uso fechamos com uma lona. As vezes, quando chove, acumula água na lona, então logo que para a chuva vamos com um rodo puxar e secar a água que ficou acumulada,” afirma.

A Secretária de Saúde de São Paulo criou uma cartilha com dicas e orientações importantes sobre os principais cuidados a serem tomados para se proteger contra a Dengue.

Editado por Lúcia Maroni e Stéphanie Segal

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