Campinas inaugura sua primeira Casa de Passagem

Por João Gabriel Oliveira

Nesse dia 8 de abril será inaugurada em Campinas a primeira Casa de Passagem para moradores em situação de rua. De acordo com a Resolução nº 109, já legislada desde o ano de 2009, a cidade terá de passar por um reordenamentos dos espaços de unidade de acolhimento institucional, a fim de se reduzir o número de vagas de cada local. Essa primeira Casa oferecerá até 50 vagas e estará localizada na Rua Frei Manoel da Ressurreição, no Bairro Guanabara. O usuário poderá utilizar os serviços da Casa pelo prazo máximo de 3 meses – tempo considerado hábil para a tentativa de inseri-lo novamente na sociedade

Para a coordenadora do Programa de Proteção aos Moradores em Situação de Rua, Cátia Gonçalves, a Casa de Passagem trará a seus usuários um ambiente mais familiar, tentando reduzir segregações sociais. “O mais importante é que a tanto população como o próprio morador de rua entendam que a Casa de Passagem tem aspecto de moradia, e não mais de instituição. O objetivo é trazer aos usuários um ambiente fraterno, livre de qualquer tipo de segregação”, analisa.

Albergue Municipal

Conheça um pouco mais sobre o Albergue Municipal na reportagem feita para o Digitais:

Em Campinas, segundo a Secretaria de Cidadania, Assistência e Inclusão Social, 601 moradores encontram-se em situação de rua. A cidade conta com alguns serviços da rede socioassistencial e um Albergue Municipal, o SAMIM – Serviço de Atendimento ao Migrante, Itinerante e Mendicante.

A aposentada Tereza de Moraes vive no Albergue Municipal há mais de 2 anos
A aposentada Tereza de Moraes vive no Albergue Municipal há mais de 2 anos

Localizado no Bairro Bonfim, o Albergue Municipal oferece 150 vagas, sendo que, em regra, o tempo máximo de permanência para cada usuário é de 5 dias, variando, excepcionalmente, de acordo com cada situação. “Temos usuários que já estão conosco há mais de 2 anos, pelos mais diversos fatores. Seja por não conseguirem se inserir novamente na sociedade, seja por não terem mais familiares”, explica a coordenadora.

É o caso da aposentada Tereza de Moraes, 80 anos, que vive no Albergue há quase 2 anos: “ Aqui eles me ajudam a receber minha aposentadoria. Tenho um quarto pra dormir e como muito bem. O importante é que as pessoas me respeitam”, afirma Dona Maria.

A falta de informação torna-se um grande empecilho para as pessoas que necessitam do auxílio do albergue. “O índice de entrada voluntária é muito baixo. As pessoas muitas vezes não sabem como nos procurar, a quem recorrer”, finaliza Cátia.

Para mais informações, o telefone do Samim é (19) 3231-2999 e o endereço é Rua Francisco Elisário, nº 240, Bonfim.

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