Construtivismo é opção para alunos de Itapira

Por Natália Alberti

A teoria construtivista, criada pelo psicólogo suíço Jean Piaget, nos anos 20 do século passado, vem sendo cada vez mais utilizada no âmbito educacional. Atualmente, 60% das instituições de ensino públicas e particulares do país já são adeptas ao construtivismo segundo pesquisa realizada em 2010 pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).  O construtivismo, que tem como ideia principal  a de que a aprendizagem não é um processo passivo, foi  introduzido nas escolas brasileiras em 1970.

De acordo com a diretora da escola de ensino Ativa de Itapira, Andréa Stevanatto, a principal diferença entre essa teoria de aprendizagem e o método utilizado pelas escolas tradicionais é que o construtivismo estimula uma forma de pensar no qual o aluno reconstrói o conhecimento existente, dando a ele um novo significado. “Outra diferença essencial é o fato de que, tanto aqui na Ativa quanto em outras escolas que seguem essa teoria, o ensino é mais voltado para o desenvolvimento pessoal e para a formação do cidadão”, falou a diretora.

Sala de aula
Sala de aula da Ativa, uma das escolas que aplica o construtivismo

Enquanto no meio social, o construtivismo baseia-se na construção ativa do conhecimento através das interações com pessoas e objetos, de acordo com as possibilidades e interesses; na educação, significa ser contra o ensino baseado apenas em aulas expositivas, repetições e as chamadas “decorebas”.

O ex-aluno da Ativa, Guilherme Nogueira, transferiu-se recentemente para o Anglo, escola que aplica o método convencional. Ele admitiu que sentiu dificuldade no início, pois, segundo ele, na Ativa não era forçado a estudar, já que não havia provas, enquanto no Anglo acontece o inverso.  “O Anglo é uma escola que me impulsiona muito mais para os estudos, que me dá um norte melhor sobre o que é o vestibular enquanto a Ativa me ajudou muito na construção das minhas opiniões, me ensinou a sempre respeitar os outros, e principalmente, a não ter preconceitos”, disse o estudante.

Edição: Amanda Campo

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