Mesatenista paratleta se prepara para o Campeonato Brasileiro da modalidade

Por Stephanie Segal

Mesatenista Israel Stroh
Mesatenista Israel Stroh representa o Brasil em campeonatos mundiais

O mesatenista Israel Stroh faz os ajustes finais para começar 2013 com chave de ouro. O paratleta, que compete por Santos (SP), disputará o Campeonato Brasileiro da modalidade, nos dias 16 e 17 de março, em Piracicaba (SP). O título no interior paulista poderá confirmar o jogador como o principal mesatenista do semestre no Brasil em sua categoria, a Classe 8, superando o rival Francisco Melo, de Jundiaí (SP).

“É um torneio muito importante, pois sou novo no circuito, mas já tenho conquistado resultados relevantes. Como este campeonato é o mais importante do semestre, é a chance que eu tenho para me firmar e mostrar que tenho condições de representar o país em mais torneios internacionais”, declarou Israel.

Em janeiro deste ano, o paratleta ficou em terceiro lugar em uma etapa do Circuito Mundial, realizada em Nantes, na França, e subiu para o 25º lugar no ranking internacional, sendo o mais bem colocado das Américas. Melo, seu principal adversário, é o 38º. Com o resultado obtido na Europa, as expectativas de Israel de servir a Seleção Brasileira principal aumentaram.

“Enfrentei de igual para igual dois atletas que já conquistaram medalha de ouro nas Paraolimpíadas. Um deles ganhou ouro o ano passado, em Londres, e faltou pouco para vencê-lo. Entendo que isso é significativo porque estou em meu segundo ano competindo. Acredito muito que daqui três anos posso disputar uma medalha no Rio de Janeiro com condições reais de conquista”.

A relação entre Israel Stroh e sua deficiência também chama atenção, pois ela só apareceu aos 25 anos de idade. Ele sofreu paralisia cerebral, que afetou seus membros inferiores, mas não provocou atrofia muscular, nenhum problema físico, apenas de movimentação. Israel jogava tênis de mesa até os 20 anos de idade, quando parou de treinar para cursar Publicidade na faculdade. Com seu acidente voltou a treinar para competir na classe paraolímpica e os resultados apareceram em menos de um ano.

“Sempre competi com pessoas sem deficiência, mas tinha resultados intermediários e acabei parando de jogar. Minha deficiência me deixa com menos velocidade, não é algo que chama atenção, mas faz diferença no tênis de mesa. Acho que isso me acostumou a enfrentar adversários mais fortes, aí quando enfrento jogadores com deficiência, em condições iguais, não senti tanto este tempo em que fiquei afastado”, concluiu.

Editado por Diogo Betin e João Gabriel Oliveira

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