Uma sociedade conectada a todo tempo

Por Renata Barbieri

Eles fazem parte do rendimento do dia-a-dia da vida das pessoas, como se fosse uma peça de roupa ou um relógio. Os celulares são hoje um produto de primeira necessidade, e poucos conseguem dispensar, desde as pessoas mais jovens até as mais adultas.

Uma pesquisa realizada pela Fundação Telefônica Vivo, em parceria com o Ibope, a Escola do Futuro da USP e o Fórum Gerações Interativas mostrou que mais de um terço dos jovens no Brasil nunca desliga o celular, nem mesmo dentro da sala de aula ou enquanto está dormindo.

Foram colhidos dados de 2010 e 2011 com 18 mil pessoas de idades entre 6 a 18 anos. O estudo, chamado de “Gerações Interativas Brasil”, apontou que:

Infográfico

“O acesso e o uso efetivo dos aparelhos e serviços celulares pelos jovens brasileiros tende a invadir todo o tempo e todos os espaços da vida cotidiana”, diz o estudo.

Os smartphones e gadgets com conexão à internet estão presentes em quase todos os locais ultimamente. Ao conectar-se à internet através de um smartphone,  tem-se o acesso instantâneo à rede de amigos, sites, vídeos, fotos, e tudo que a internet proporciona, um universo completo, e que pode fazer com que a convivência no presente se torne um momento vago.

Por um lado há um excesso de utilização, por outro, um desconhecimento das regras de uso e de respeito pelos outros.
Por um lado há um excesso de utilização, por outro, um desconhecimento das regras de uso e de respeito pelos outros.

“O uso excessivo do telefone móvel não faz mal na maioria dos casos, mas não deixa de ser um vício e, se não controlado, pode desenvolver a nova doença patológica, uma fobia como outra qualquer nomeada de Nomofobia” afirma a Psicóloga Luciana Ciqueira.

A nomofobia caracteriza-se pelo medo e o pânico que as pessoas têm de ficar sem o aparelho celular, se sentirem incomunicáveis ou desconectadas. “Os celulares foram feitos para servir as pessoas e não as pessoas servirem o celular” esclarece a Psicóloga Luciana Ciqueira.

Estar conectado a um aparelho celular é uma atitude comum entre os jovens, que representa mais  do que falar e ouvir. “As vezes fico constrangida quando saio com meus amigos e me pago usando o celular enquanto eles se divertem. É um comportamento tão comum que não percebo quando estou fazendo”, conta a estudante Rafaela Neves.

Esta espécie de fobia é tão asfixiante que nos Estados Unidos foi criada uma brincadeira para descontrair e amenizar o uso excessivo do aparelho, chamada de “Phone Stacking”. Ela funciona quando um grupo de amigos se encontra em um bar para uma reunião, eles colocam todos os celulares no centro da mesa e a primeira pessoa que não resistir e der uma espiada vai ter de pagar a conta. A brincadeira, que vem se popularizando nas mesas de bar, é uma forma de punir aquele amigo que não desgruda do telefone.

Com o mesmo intuito desta brincadeira, a empresa da Tailândia DTAC, lançou uma campanha publicitária “Desconectar para Conectar-se”, é um vídeo que teve versões também feitas em outros países, que convida as pessoas a uma reflexão sobre este uso excessivo do aparelho celular, que na maioria das vezes, fazem perder importantes momentos da vida.

Editado por Mariana Felix

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