Importância da LIBRAS como forma de comunicação essencial

Por Stephanie dos Santos

Imagine nunca saber qual o som tem a voz das pessoas que você vê todos os dias, pois não sabe que o som existe? Ou pior ainda, saber que o mundo à sua volta é repleto de sons, que você outrora conhecia e ouvia bem, e agora já não ouve mais? Essa é a realidade de mais de 2,1 milhões de pessoas no Brasil, que no censo de 2010 declaram surdez severa, na qual elas possuem grande dificuldade de ouvir ou  total incapacidade.

As causas que desencadeiam a deficiência são variadas, o problema pode ser genético ou adquirido ao longo da vida por doenças ou acidentes. De acordo com a Dra. Regina Antoniolli , fonoaudióloga do Hospital e Maternidade Celso Pierro, em grande parte dos casos de perda auditiva podem ter uma melhora significativa e até completa com cirurgias e o uso de aparelhos auditivos, desde que tenham o diagnóstico correto e rápido. Mas para isso é necessário conhecer o sistema auditivo e as possíveis causas da surdez.

Confira abaixo algumas informações sobre a surdez:

As crianças, que por motivos variados não possuem audição, são pequenos cidadãos que irão enfrentar sérias dificuldades, pois sua língua-mãe não será o português e sim a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), direito garantido a elas pela Lei N° 10.436, de 24 de abril de 2002. , na maioria das vezes são filhos de pais ouvintes, e aí nasce a primeira dificuldade após a identificação da deficiência: a inserção da criança no ambiente familiar em que todos ou boa parte dos componentes são ouvintes. Após vencer essa primeira dificuldade a criança estará em seu período escolar no qual precisará aprender a língua portuguesa escrita, para isso é essencial que exista a formação de professores capacitados para ensina-la.

Como forma de amparar esses pequenos brasileiros, em  2005 foi publicado o Decreto N° 5.626, que determina que todos os cursos de licenciatura tenham obrigatoriamente uma disciplina na grade curricular de LIBRAS.

Art. 9º Parágrafo único. “O processo de inclusão da Libras como disciplina curricular deve iniciar-se nos cursos de Educação Especial, Fonoaudiologia, Pedagogia e Letras, ampliando-se progressivamente para as demais licenciaturas.”

Seguindo esse decreto a PUC-Campinas disponibiliza para todos os cursos de licenciatura a Prática de Formação obrigatória em LIBRAS, com 34 horas de carga horária, na qual os alunos recebem orientações básicas acerca da comunicação com crianças e adultos surdos, que utilizam a LIBRAS como meio de comunicação. Para aluna Viviane dos Santos do 3º ano do curso de Ciências Biológicas  que  fez a Prática no segundo semestre de  2011, apesar do curto tempo de duração, “a Prática é essencial para preparar aqueles que desejam estar em sala de aula após a formação e que, mesmo sendo apenas noções básicas, o trabalho desperta o interesse para um universo de pessoas com mesma nacionalidade e línguas tão diferentes, que na maioria das vezes muitos desconhecem”, afirmou a estudante.

A Universidade também oferecia o curso de Comunicação Assistiva: Tradução e Interpretação de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), com duração de dois anos, porém por falta de procura não chegou a formar turma e agora está suspenso por falta de candidatos no vestibular.

Outra dificuldade das Pessoas com Deficiência (PCD’s) – no caso a surdez – é quanto a qualificação profissional, pois não há em Campinas cursos específicos para esse público, porém a escola Amauta Educação e Cultura, está desenvolvendo projetos que visam oferecer gratuitamente curso de qualificação básica a esses PCD’s como, por exemplo, cursos de digitação, pacote office, e até supletivos. A escola ainda oferece o curso básico e intermediário de LIBRAS para PCD’s e ouvinte. Caso a pessoa deseje se especializar, a professora Ana Carolina Frank, que é muda e tem por língua materna a LIBRAS,  é também é alfabetizada em português e formada em pedagogia pela PUC-Campians, ministra aulas de gramática. O fundador da escola, Júlio Francisco, ainda fala acerca do Pró LIBRAS, do governo federal, confira!

Para saber mais a respeito do programa, acesse o site do Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES.

Editado por Mariana Felix

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