3ª edição da Jornada de Estudos de Cinema e Fotografia amplia número de trabalhos apresentados

Por Jéssica Kruck

Começou hoje (03) as 09h, no auditório do Laboratório de Imagem e Som (LIS) da Unicamp, a 3ª Jornada de Estudos de Cinema e Fotografia. Organizada pelo programa de pós-graduação em Multimeios do Instituto de Artes (IA), o evento acontece todos os anos e nesta edição foi dividido em cinco sessões, cada uma coordenada por um professor e com a apresentação de 30 trabalhos de pesquisa dos alunos de mestrado, doutorado e pós-doutorado.

O Digitais acompanhou a primeira parte da jornada e através do link no site do evento, é possível assistir ao vivo as apresentações que terminam no final da tarde. Confira abaixo a entrevista com o professor responsável pela jornada, Marcius Freire:

Identidade cultural

O segundo trabalho que compõe a programação é a pesquisa “Cinema brasileiro ‘para gringo ver’: uma análise sobre a seleção de filmes nacionais sugeridos nos guias da Lonely Planet”, da doutoranda Carla Conceição da Silva Paiva. A pesquisa é resultado de uma investigação sobre a representação da identidade cultural brasileira, a partir da lista de filmes nacionais indicados em um guia de viagem, aos estrangeiros interessados em conhecer mais sobre o país.

“Em 2010 eu conheci um grupo de estrangeiros na Amazônia que usavam esses guias sobre o Brasil e gostariam de saber a minha opinião sobre a seleção de filmes proposta pelos guias”, conta Carla no início de sua apresentação. Ela explica que baseou sua pesquisa na análise dos três filmes que aparecem listados nas três edições do guia. São eles: Bye, Bye, Brasil (1979), Central do Brasil (1998) e Cidade de Deus (2002).

Carla destaca que o foco era trabalhar com imagens produzidas por brasileiros e que eram vinculadas internacionalmente e ressalta em seu artigo que a identidade nacional não é algo com que o indivíduo nasce, mas que é construída. Segundo ela, Cidade de Deus desconstroi o estereótipo do morador de favela, considerado um ponto positivo. Mas por outro lado, os filmes continuam representando o brasileiro como um indivíduo não-politizado.

Jornada

O evento é aberto ao público-ouvinte, que pode participar sem inscrição prévia. Posteriormente, todos os artigos de trabalhos apresentados são publicados. Nos anos anteriores, a editora da Unicamp era responsável pela publicação impressa. Para as edições de 2011 e 2012 os textos serão publicados apenas na versão eletrônica, o que segundo o coordenador da jornada, Marcius Freire, é uma maneira mais eficiente, prática e barata, promovendo uma divulgação mais efetiva das pesquisas, com maior alcance.

Editado por Andressa Cruz

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s