Brasil está na lista do ‘novo mapa da ciência’

Por Renan Costa

A revista científica Nature publicou em outubro deste ano, uma edição especial sobre as mudanças nas formas de como se faz ciência no mundo nos dias atuais, com análises de diferentes países. O artigo The New Map Of Science (O Novo Mapa Da Ciência) destacou que países como Brasil, China, Índia e Coreia do Sul estão no caminho certo, realizando pesquisas de alto nível como a Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido.

Ainda segundo a publicação, uma das razões para essa mudança geográfica da ciência é que a pesquisa científica está ficando cada vez mais globalizada em função da expansão da rede de colaboração de pesquisas no mundo todo, reforçando a competência, qualidade e a capacidade de pesquisas científicas em países em desenvolvimento, diversificando a ciência em todas as regiões da Terra.

Dados da National Science Foundation (NSF) foram citados na publicação e constataram que quase um quarto dos artigos científicos publicados em 2010 tinha como autores, cientistas de mais de um país. Em 1990, apenas 10% dos artigos publicados eram com autores de diferentes nações.  De acordo com a NSF, 4,5 é o número médio de autores de pesquisa atualmente, o dobro nos anos 80.

Ciência no Brasil

A revista reuniu opiniões de oito líderes de instituições, programas e agências de pesquisas da África do Sul, Brasil, Cingapura, Coreia do Sul, Egito, Espanha, Rússia e Suíça. Carlos Henrique Cruz, diretor científico da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) afirmou à publicação – em seu artigo publicado na seção Comment da edição especial – que o desenvolvimento das pesquisas científicas nos últimos 30 anos no Brasil tem sido impressionantes.

Brito fez um panorama da ciência no Brasil, citou dados (positivos e negativos, como é possível analisar no infográfico no final da matéria), apresentou propostas e disse que o país já possui universidades seletivas e que podem se torna

r de classe mundial. Uma das alternativas apresentadas por ele é que o governo desenvolva um plano para apoiar universidades, possibilitando uma melhora na colocação entre as 100 melhores instituições de ensino superior do mundo em apenas uma década.

Incentivo

A estudante Ioná Ricobello faz o curso de Estudos de Mídia na Universidade Federal Fluminense (UFF), de Niterói – RJ e é pesquisadora do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), sendo bolsista pelo segundo ano em iniciação científica pelo PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica).

A universitária afirma que o trabalho desenvolvido como pesquisadora do CNPq a permite conhecer mais a fundo o mundo acadêmico. “Participar do CNPq me permite uma maior aproximação com o universo acadêmico, fazendo com que ele esteja presente na minha vida não somente nas disciplinas em que curso na faculdade, mas também a cerca de temáticas que muito me interessam, como por exemplo o meu projeto”, afirma a estudante.

Seu projeto é Crítica cultural e novas estratégias de comunicação e ação: um estudo da crítica musical massiva e Ioná apresentou seu artigo “Caetano Crítico-Camaleão – A reconfiguração da crítica cultural hoje” no V CONECO RIO (Congresso de Estudantes de Pós Graduação em Comunicação do Rio de Janeiro), sob a orientação do professor Marildo Nercolini.

“Participar de uma experiência dessa serve também para ampliar o olhar, exercitando um olhar analítico”, conta Ioná. A estudante diz que a UFF tem um número consideravelmente bom de pesquisadores, mas que isso pode mudar. “Acredito que o número pode ser expandido para que mais pessoas tenham essa chance de aproximação com o universo acadêmico e da pesquisa científica”, resume.

 

Editado por Fernanda Renaté

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