Diário do Povo encerra edição impressa em centenário de circulação

Por Mirela Von Zuben

O Diário do Povo, jornal impresso mais antigo em circulação em Campinas, publicou hoje sua última edição no papel. A partir de agora, o veículo, que completou seu centenário neste ano, ficará só com uma versão online, no site Diário do Povo.

O impresso, que foi comprado pelo Grupo RAC (Rede Anhanguera de Comunicação) em 1996, por muitos anos foi tido como ‘oposicionista’ na região, denunciando diversos problemas relacionados à Campinas. Era considerado o único jornal, além do Correio Popular, a ter grande expressividade na cidade, mas começou a deteriorar-se após sua venda e deixou para trás o rótulo de “jornal do povo” para, aos poucos, perder sua força dentro do grupo.

Em justificativa ao fechamento da edição impressa, o próprio Diário publicou hoje uma matéria dizendo que “vem para inserir o veículo neste recente fenômeno mundial que é o jornalismo digital”. Nos últimos anos, a circulação média do jornal era de 3,5 mil exemplares.

O colunista Zeza Amaral, que há 40 anos está no Diário, agradeceu em sua coluna de hoje aos fiéis leitores do jornal que circulava em formato standard. “E farei o que posso para relembrar o que fizemos juntos, nem tanto para manter a nossa memória, mas para alertar os jovens sobre a precariedade do futuro que os espera, pois ainda não inventaram um papel que não amarela e um chip que sempre dure. E guarde este jornal, meu raro leitor, para as gerações futuras. E se um neto achar que ele está mofado, diga que foi impresso com tinta e lágrimas de palavras. Só isso. Adeus.”

Capa da última edição impressa do jornal

Editado por Jéssica Kruck

1 comentário

  1. com muita tritesa deixo meu rcado uma vez que este jornal fez parte da minha vida desde um dos fundadores jose augusto roxo moreira sua esposa dona beatriz seus filhos considero como amigo de infancia emerson,loudes beatriz,maria paula e regina helena esta ja tive pouco convivio com ela mas foi tempo bom quando seu augusto levava a gente para passar final de semana na sua chacara em paulinia e nos andavamos de lancha fora isto as brincadeira na sua casa na av julio mesquita na adega era montado o trenzinho do emerson hoje eu com 60 anos de idade sinto muitas saudades da quela eposa em meados de 1969 rodei por este brasil hoje residindo na cidade de americana casado com 3 filhos e dois netos sao lembranças quemunca vou esquecer as festas juninas no colegios progresso deixo aqui meu abraços atodos e que deus o abencoe
    antonio osmar lucas
    mais conhecido por toninho

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