Hábitos saudáveis podem prevenir a Doença de Alzheimer

Por Fernanda Canobel

Segundo o estudo liderado pela Dra. Deborah Barnes, da Universidade da Califórnia, e apresentado na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, mais da metade dos casos da Doença de Alzheimer (DA) poderiam ser prevenidos por meio de mudanças de hábitos e do tratamento ou prevenção de condições médicas crônicas.

A pesquisa identificou sete fatores de risco que contribuem para 17,2 milhões de casos, o equivalente a 51% no mundo todo, e ainda os elencou de acordo com o percentual de risco que apresentam para o desenvolvimento da DA.

por Maria Fernanda Canobel

Segundo a geriatra Dra. Celene Pinheiro, presidente científica da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) Sub-regional de Indaiatuba e membro da Sociedade Americana de Geriatria, as doenças crônicas comuns na meia idade, como o diabetes e o colesterol alto, podem estar relacionadas à formação das placas da proteína beta-amiloide, que se concentram nos espaços entre os neurônios, constituindo a base patológica da DA. Nesses casos, é preciso que as doenças sejam controladas pelo paciente, para evitar o desencadeamento de outros problemas, dentre eles, o Alzheimer.

Além disso, para pessoas de qualquer faixa etária, faz-se necessária a prevenção, sobretudo dos fatores que oferecem maior risco. “Gosto de dizer que a prevenção começa no pré-natal, pois como ainda há muito o que se descobrir sobre a DA e como não há cura para ela, o que melhor podemos fazer é preveni-la. Com isso, manter bons hábitos de alimentação (inserindo a ela o curry e o ômega 3, indicados por estudos como importantes agentes preventivos), não fumar, consumir bebidas alcoólicas com moderação, praticar exercícios físicos e realizar exames médicos regularmente, estudar, aprender outros idiomas, manter-se ativo mentalmente, ter boas relações sociais – evitando o isolamento –, são as melhores formas de evitar a DA, além de resultarem em uma boa qualidade de vida”, explica a geriatra.

Buscar todas as informações possíveis e colocar em prática os hábitos preventivos é fundamental na opinião de Fernando Pires de Oliveira, que cuida da esposa, portadora da DA, há sete anos. “A gente só busca informação depois que tem contato com a doença, seja por nós mesmos ou por alguém próximo, e isso é muito ruim, pois já não há como reverter o quadro. Minha mulher já não me reconhece mais e só comecei a entender mais sobre a doença quando tivemos seu diagnóstico”, conta.

Glaucia Pivi, nutricionista especializada no tratamento de idosos, reforça a importância da boa alimentação para a saúde como um todo e, principalmente, para evitar complicações como o Alzheimer. Glaucia lembra que, atualmente, já estão disponíveis no mercado alimentos com fórmulas especialmente elaboradas para suprir as necessidades ou mesmo impedir o avanço rápido da DA. “Esse nicho está buscando soluções que auxiliem no tratamento da doença, produzindo suplementos alimentares e compostos nutricionais que contribuem para a manutenção da integridade das células cerebrais”, complementa.

Apesar de a cura para a Doença de Alzheimer ainda não ter sido encontrada, o diagnóstico precoce e o tratamento integrado, que envolve o uso de medicamentos, o apoio psicológico e a atividade física e cognitiva, são fundamentais para garantir maior qualidade de vida ao paciente, como informa a Dra. Celene em entrevista para o Digitais:

Editado por Giovana Seabra

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