Empresa Júnior ainda é novidade para alguns estudantes

Por Jéssica Kruck

O modelo não é novo, mas muita gente não conhece as chamadas Empresas Juniores (EJ) ou não sabe como criar uma. As EJs são associações formadas por alunos do ensino superior dentro das faculdades. Elas funcionam como um laboratório no qual os alunos aplicam o conhecimento adquirido nas salas de aula e as instituições de ensino têm nessas empresas uma vitrine dos profissionais que formam.

A gestão dessas empresas é responsabilidade integral dos alunos e os professores atuam como coordenadores dando auxílio. Mas Talita Cristina, estudante de Análise de Sistemas na Unicamp, ressalta que todas as decisões são tomadas pelos alunos. “Você começa a perceber como funciona uma empresa e a responsabilidade que tem”, conta Talita.

Os alunos que participam dessas empresas tem cargos específicos, mas não recebem remuneração, como é o caso de Talita, que é assessora administrativa e financeira da UniTec, uma das Ejs criadas por alunos da Unicamp. Felipe Pinheiro, estudante de Engenharia de Produção, aponta que embora não exista remuneração, há processos de bonificação e os gastos permitidos pela EJ são apenas para realização de eventos e treinamentos destinados aos membros da empresa.

Com toda a estrutura desenvolvida pelas Ejs, quem participa precisa se dedicar muito para equilibrar a rotina. Segundo Talita, administrar o tempo não é um problema, mas implica em algumas dificuldades. “Você tem que conciliar sua graduação, outras atividades que faz e ainda a rotina da EJ”, conta. Já Felipe, considera importante para adquirir disciplina ao conciliar o curso de graduação com os trabalhos da EJ, sem perder a qualidade em ambos.

Mesmo com os desafios, os estudantes demonstram muita satisfação com o projeto e apontam os benefícios aos alunos que participam. “No dia a dia somos desafiados com projetos da EJ. Com isso você começa a se direcionar para o que gosta de fazer”, explica Talita. Habilidade para liderar, aprendizado sobre como criticar, debater e expor a própria opinião são alguns dos pontos destacados pela estudante.  Felipe destaca além do desenvolvimento profissional e pessoal agregado, a rede de networking desenvolvida e o conhecimento empresarial adquirido. Ele trabalha na Integra, uma EJ criada também pelos alunos da Unicamp.

Em tempo

No Brasil existe o Movimento Empresa Júnior (MEJ), como é conhecida a rede de empresas juniores. Existem federações de âmbito estadual, como a FEJESP-SP, a nacional, como a Brasil Júnior e ainda a internacional (JADE).

No infográfico abaixo estão relacionadas algumas informações sobre como criar uma EJ.

Editado por Larissa Dias

3 comentários

    1. Tão novo não, mas considerei que para o público do Digitais ainda é uma novidade. Pela pesquisa que eu fiz a maioria das EJs do estado de São Paulo são de universidades públicas. E os estudantes de universidades privadas não estão tão familiarizados.
      Mas há diversas leituras possíveis na compreensão de público e seu conhecimento.
      Obrigada pelo comentário!

  1. Participei da ADM Soluções aqui do Ceará, a pioneira do Estado, (fundada em 1992) é fato que o movimento não é novo, mas também não é tão conhecido, principalmente pelos pequenos e médios empresários, um dos maiores beneficiados da existência das EJ’s.
    É indubitável a contribuição que as EJ’s tem no desenvolvimento profissional.
    Diria que na maioria dos casos há uma forte distinção profissional entre quem passa e quem não passa por essa experiência dentro da graduação.

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