Alimentos podem ser contaminados por tábuas de carne, aponta pesquisa

Por Marcela Munhoz

Os vilões causadores de doenças podem estar mais perto do que imaginamos. Uma pesquisa realizada por alunos da faculdade Veris Metrocamp, orientados pela Professora Doutora em microbiologia Rosana Siqueira dos Santos, detectou a presença de fungos e bactérias em utensílios aparentemente inofensivos: tábuas de carne.

A professora conta quais tábuas foram mais contaminadas e explica o porque:

Ela acrescenta que o que favorece a ploriferação de fungos e bactérias é a tábua não secar direito depois de usada e lavada. Já nas tábuas de vidro, o nível de contaminação foi menor. Elas possuem a superfície lisa, o que facilita a secagem e impede a formação de fissuras ocasionadas pelo corte das facas.

Rosana fala dos tipos de microorganismos encontrados nas tábuas:

Dentre os microorganismos encontrados, muitos eram pertencentes ao grupo dos coliformes fecais, que são responsáveis por cólicas abdominais intensas, vômito, febre e diarréia. Em pessoas mais velhas e com um sistema imunológico debilitado, os sintomas podem se tornar mais graves, por isso a professora Rosana alerta:


Como prevenir a contaminação?

A higienização é essencial. Rosana conta o que fazer na hora de lavar:

Caso a tábua, tanto a de madeira quanto a de plástico, apresente coloração escura ou muitas fissuras o recomendado é trocar o utensílio. O ideal é adquirir uma tábua de vidro e tomar os devidos cuidados.

Quais os cuidados que universitários tomam com esses utensílios?

O Digitais conversou com universitários que moram sozinhos para saber se eles conhecem os riscos e quais procedimentos tomam para a prevenção dessas doenças.

A estudante de administração Tauany Lopes disse que utiliza tábua de madeira e de plástico. Ela sabe do perigo da contaminação e por isso lava o utensílio com água quente. Já a estudante de Medicina Josie Monteiro não sabia que as tábuas podem contaminar o alimento. Ela usa a de madeira e a de plástico e ressalta: “Os alimentos deveriam ser cortados em máquinas próprias que não contaminem o alimento. Ou então essas máquinas deveriam ser vendidas para o consumidor poder adquiri-las.”

Kátia Martins é estudante de educação física e é super higiênica na cozinha. Ela conta que tinha muitas dores abdominais e, desde quando ficou ciente do risco de contaminação com tábuas de madeira e de plástico, optou pela tábua de vidro. “Antigamente eu vivia passando mal quando comia carne que eu mesma fazia. Comecei a achar estranho e acreditava que o açougue onde eu as comprava é que vendia o alimento contaminado. Pesquisei bastante sobre isso e descobri que o problema estava na tábua. Agora só uso utensílio de vidro, o que nunca mais me causou dor.”

Editado por Laura Mestres

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