Brasil possui quase 10 milhões de leitores de livros digitais

Número de títulos disponíveis no mercado cresceu 50% ao longo do último ano, mas ainda é pequeno

Por Thaís Jorge

O mercado editorial de livros digitais – também conhecidos como e-books– começa a dar sinais de crescimento no Brasil. O país já soma 9,5 milhões de leitores adeptos ao novo formato de leitura e além disso, o número de títulos disponibilizados no mercado apresentou um aumento de 50% do final de 2010 para 2011, segundo levantamento realizado recentemente pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) , em parceria com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros.

Apesar do aumento do catálogo de obras disponíveis e da quantidade de leitores que já aderiram ao segmento, o mercado digital ainda é reduzido no Brasil. De acordo com a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil” , do Ibope Inteligência, apesar do país possuir quase 10 milhões de leitores de livros digitais, cerca de 80% da população nunca leu um e-book.

“Por mais que o esforço por parte do setor livreiro ofertar obras digitais seja grande, aqui no Brasil ainda temos um longo caminho até que todas as obras impressas estejam disponíveis também no formato digital”, diz Rafael Macedo Mello, administrador do site EbookCult. Ele acredita que equiparar as quantidades de obras impressas e digitais no mercado é primordial para o crescimento do formato digital.

Livro digital abre oportunidades para autores independentes

Para alguns autores independentes, o meio digital é algo além do mercado que torna possível o autor ser sua própria editora, como explica Daniel Corrêa, escritor com obras publicadas digitalmente e uma delas também em versão impressa. Para ele, o  meio funciona como uma janela para o autor se projetar, mas é importante prezar pela qualidade visual e de conteúdo do livro, além de sempre procurar os nichos que a obra poderia atingir.

Segundo Marcelo Spalding, vice-presidente da Associação Gaúcha dos Escritores, a publicação do livro ficou mais fácil com o meio digital, porém isso não basta se não houver divulgação e distribuição. “Tenho amigos que conseguiram publicar por enormes editoras nacionais mas os seus livros não circulam, não são divulgados e, por consequência, não vendem. Cabe aos autores usarem as novas tecnologias para, na contramão, galgar espaços”, diz.

Para Izadora Pimenta, que acabou de lançar seu primeiro livro digital , a facilidade e autonomia em divulgar o material e torná-lo conhecido para o público é uma das maiores vantagens do formato digital. Confira a entrevista de Izadora ao Digitais:

Editado por Renan Costa

4 comentários

    1. Eu mesma ainda não me adaptei também. Acho que facilita demais a vida e que tem espaço pra crescer bastante, mas a leitura na tela é um pouco difícil pra mim. Aquela coisa de não poder manusear pra saber quantas páginas ainda faltam pra acabar, fazer orelhas pra marcar as melhores partes, enfim..costumes!rs

      1. Então, Thaís, concordo com você! Acho que vamos nos adaptar na medida em que o papel for sumindo de vez. Essa substituicão vai ser gradativa… vai chegar um momento em que as gerações serão alfabetizadas somente com o uso de meios eletrônicos, dai adeus papel! E acho que isso não demora muito não!

  1. eu acho legal.. mas como última opção..
    sempre que tiver a oportunidade de ter o livro, impresso mesmo, vou preferir..
    não é a mesma coisa pra mim

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