Práticas de Formação devem acrescentar novos conteúdos ao currículo

Por Michelle Lopes

Escolher uma Prática de Formação todo semestre nem sempre é uma tarefa fácil para os estudantes da PUC-Campinas. Opções não faltam, mas alguns tem medo que ao se inscrever em uma Prática pertencente à uma  área diferente de seu curso, prejudique o currículo. Isso porque todas as disciplinas cursadas na faculdade são registradas no histórico.

Por esse motivo, ao invés de optarem por aulas nas áreas de lazer ou cultura, muitos ainda preferem as opções mais tradicionais, parecidas com as aulas regulares da graduação. “Só agora, no 6º período, é que me inscrevi em uma Prática de Formação diferente. Sempre tive receio em escolher atividades físicas, mas como não me sobraram muitas opções interessantes na área de Comunicação, resolvi arriscar”, conta o estudante de jornalismo Guilherme Righetto que optou por Alongamento, flexibilidade e caminhada neste semestre.

Mas será que as práticas podem prejudicar o currículo?

Todas essas disciplinas foram criadas com o intuito de trazer novas experiências na vida acadêmica dos estudantes, para que eles possam ter um panorama das áreas de conhecimento, não apenas daquela escolhida na hora da matrícula. O diretor do curso de Jornalismo da universidade, professor Lindolfo Alexandre de Souza, defende a escolha de uma Prática que fuja ao conteúdo estudado na graduação: “Quem ainda tem receio nessa escolha não entendeu o espírito das Práticas, que servem para acrescentar conteúdos diferentes ao currículo do aluno. Ele tem a oportunidade de ampliar seu conhecimento de mundo, fora das aulas regulares do curso”.

Essa mentalidade tem baseado as escolhas de José Guilherme Vazzoler, estudante de Direito, pelos cinco semestres que já frequentou. Para ele, é importante escolher uma prática que o tire de dentro da sala de aula. “Acho importante me inscrever em opções diferentes da minha área, para que eu possa interagir com pessoas de outros cursos. Mas em nenhum momento pensei que isso poderia me prejudicar futuramente, e acho que não irá – tanto que neste semestre escolhi Atividades e Jogos Aquáticos“, relata.

Além de possibilitar a interação entre alunos de diversos cursos, as Práticas também permitem a vivência em atividades físicas e habilidades manuais que podem se transformar em hobbies para o resto da vida. “Com as práticas, nós, estudantes, podemos fazer algo diferente, até descobrir que temos talento para mais alguma coisa”, conta Giulia Cirilo, estudante de Jornalismo que já passou pelas práticas de Inglês Avançado, Desenho Livre e hoje se diverte em Dança de Salão.

Na hora de escolher as opções disponíveis no semestre, os alunos devem enxergar, portanto, mais do que uma obrigatoriedade para a conclusão de seus cursos, mas uma oportunidade de lazer e conhecimento que está ao seu alcance dentro da universidade. “As Práticas de Formação ampliarão o repertório e cultura do estudante. Ao contrário do que alguns pensam, elas não prejudicam currículo. Elas trazem novas experiências e muitos benefícios à formação”, completa Lindolfo Alexandre de Souza.

Editado por Marcela Munhoz

1 comentário

  1. Disse tudo! Essas práticas incentivam o aluno! Eu, por exemplo, fiquei entusiasmado em fazer “Alongamento, flexibilidade e caminhada”.

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