Planejamento é essencial para conseguir uma aposentadoria tranquila

Monique Ribeiro

Especialistas em finanças pessoais afirmam que a realização de sonhos materiais como a compra de uma casa ou um carro, por exemplo, dependem basicamente de três fatores: tempo, planejamento e disciplina. E quanto mais cedo os planos para o futuro começarem, melhor. Por isso o Digitais traz para você algumas dicas de como organizar sua vida financeira aos 20, 30, 40 ou até mesmo 50 anos de idade.

Planejar é um bom negócio

Quando se tem 20 anos ou um pouco mais que isso, muitas vezes o futuro parece estar bem distante da realidade atual da grande parte dos jovens. Para esses, não é preciso se preocupar com casa, comida, contas a pagar durante todo o mês, afinal, pais também são para isso não é? Quem pensa dessa maneira se engana. Os pais são sim um alicerce muito importante na vida de um jovem, mas eles não devem ser um motivo de acomodação. Aqueles que fazem planos desde cedo e traçam metas para alcançá-los o mais rápido que puderem estão um passo a frente daqueles que pensam “Por que me preocupar com isso hoje? Ainda sou muito novo para essas responsabilidades…”.

Entre 20 e 29 anos, em média, é o momento em que jovens mais precisam de disciplina. Sem ela, o plano de guardar dinheiro não é colocado em prática facilmente. Nessa faixa de idade os salários não costumam ser muito altos, mas, de qualquer maneira, é importante aprender a poupar pelo menos uma pequena parte daquilo que se ganha mensalmente. O economista Daniel Moreli Rocha indica primeiro investimentos mais tradicionais de renda fixa, como a poupança, por exemplo. Depois de um tempo, com mais controle e conhecimento o jovem pode aplicar parte de sua renda em fundo de ações, ações da Bolsa de Valores e em fundos de multimercado – mais rentáveis, porém mais instáveis.

O momento da segurança

A decisão de poupar e começar a planejar melhor o futuro foi tomada entre 30 e 39 anos? De acordo com Rocha esse é o momento de começar a pensar em como será sua aposentadoria e investir em ativos de maior risco. Ações de empresas com bom potencial de crescimento e gestão, como a Microsoft e a Apple são uma boa opção nesta fase. O risco é grande, mas os lucros obtidos também podem ser. Se a pessoa ainda não tiver casa própria, chegou o momento de pensar se vale mais continuar pagando aluguel ou financiar um imóvel do qual ela seja dona. A compra da casa própria deve considerar o custo do aluguel durante todo o período em que também será investido dinheiro na casa própria. Se o local pretendido não tiver boa valorização e localização acessível é melhor esperar até que outra oportunidade apareça. Após os 30 anos de idade é aconselhável ter sempre uma reserva de dinheiro para situações imprevistas e gastos extras em fundos de renda mais estáveis como em uma poupança. O valor recomendado por especialistas é que seja seis vezes o valor das dívidas mensais que uma pessoa ou sua família tenham.

A fase do amadurecimento

Para algumas pessoas, investir aos 40 pode representar um risco, porém, ainda é possível arriscar. “Amplie investimentos em imóveis, diminua os investimentos em ações e mantenha-¬se firme na renda fixa. É sempre positivo ter um imóvel na carteira de investimentos. É uma visão em longo prazo”, explica o economista.

A recompensa

Com a chegada dos 50 anos de idade o mais indicado é continuar com a poupança e investimentos imobiliários, que garantem um fluxo de renda pelo recebimento dos pagamentos e os 60 anos, o economista indica evitar os riscos. “É hora de usufruir do que guardou.”

 

Editado por Raphael Gnipper

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