Estudo mostra boa aceitação da vacina contra HPV

Por Agata Domingues

Um estudo feito pelo Hospital do Câncer de Barretos mostrou que a adesão de adolescentes em programas de vacinação contra o vírus do papiloma humano (HPV) é grande quando feito em escolas. O levantamento foi apresentando durante o Simpósio Internacional de Papilomavírus Humano (HPV), onde foi discutido o impacto da vacinação contra o HPV no Brasil, nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Austrália. O estudo foi feito com cerca de 1,5 mil adolescentes, e apenas 8% recusaram tomar a vacina.

O vírus, que é sexualmente transmissível, pode causar câncer tanto em homens quanto em mulheres. No entanto, doenças mais graves geradas pelo vírus são mais recorrentes no sexo feminino. O vírus é uma das principais causas do câncer de colo de útero. Os principais sintomas da doença nas mulheres são sangramentos e dor nas relações sexuais.

A ginecologista Valéria Nars destaca que apenas a camisinha não é suficiente para garantir que o HPV seja evitado, pois o vírus não está presente apenas no sêmen. “O HPV pode estar nas superfícies, seja de pele ou em mucosa. Por isso é muito complicado encontrar uma forma de evitar totalmente o contato, a menos que você faça abstinência total. Não só penetração, qualquer contato”, diz a médica. Ela explica ainda que há vários tipos de HPV e que a principal diferenciação que se faz é em relação ao risco de câncer. Quando ele é de baixo risco, muitas vezes o próprio sistema imunológico do corpo humano consegue acabar com a infecção.

Homens e mulheres com vida sexual ativa tem maior incidência de terem o vírus, por isso toda mulher na faixa de 25 a 64 deve fazer o exame preventivo, o papanicolau. Foi em um desses exames de rotina que a estudante Cristina Oliveira, de 22 anos, descobriu que estava com o vírus: “Foi uma situação no mínimo constrangedora, eu havia terminado um namoro há pouco tempo e depois disso não tive mais relações. É um susto”.

A maior dificuldade que encontrou foi em contar aos pais, pois todos os tipos de doenças sexualmente transmissíveis ainda não têm uma aceitação imediata. “Senti vergonha, mas eu precisaria me tratar e não teria como fazer isso sozinha”, conta Cristina. Nesse caso, como o vírus não havia se manifestado, ela recorreu à vacina que lhe custou R$ 1.500 por três doses, já que não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

Não existe tratamento capaz de matar o vírus uma vez que ele se manifesta. Neste caso são realizados tratamentos específicos de cada doença que surge a partir dele. A vacina existe desde 2006 e previne apenas contra infecções causadas pelo vírus. No Brasil, ela é aplicada somente em mulheres com entre nove e 26 anos.

Editado por Diana Siquelero

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