Atraso e confusão entre palcos marcaram o final da Virada Cultural em Piracicaba

Thalita Sotero

A Virada Cultural Paulista 2012 foi finalizada com atrasos na programação dos Palcos 1 e 2 do Engenho Central, que trazia para finalizar o evento a artista Mart’nália, em Piracicaba. O evento durou um fim de semana e foi encerrado no domingo (20), mas, além do atraso foi marcado pela falta de organização que levou a desentendimentos e confusão na programação dos palcos.

O sambista piracicabano Juca Ferreira, convidado a realizar seu show no Palco 2 (o palco que trouxe os artistas locais durante toda a Virada de 2012), teve sua apresentação interrompida no meio da terceira música. Sob protesto e com aplausos do público, o microfone dele foi cortado assim que a cantora começou a cantar no Palco 1.

A organização do evento não se pronunciou para explicar o ocorrido e os presentes, sem entender o ocorrido, aos poucos saíram do ambiente do Palco 2, e seguiram para o Palco 1 para prestigiar o show da cantora que se consagrou com os seus sambas, e também os de seu pai, o também artista Martinho da Vila.

O atraso e o posicionamento do artista
Juca Ferreira relata os problemas que ocorreram, já no ensaio de passagem de som. Em vídeo ele manifesta contrariedade e afirma ter sido injustiçado por conta dos atrasos de outros artistas e da falta de conhecimento por parte do organização do evento:

Uma nota divulgada na página oficial do artista, em uma rede social dizia, em trecho:

“A palavra que resume o tratamento de toda produção da Virada Cultural para com os músicos local chama-se DESCASO!!! …Só pra esclarecer o que ocorreu no Engenho hoje: tudo começou no sábado, na hora da pasagem de som, que estava marcada pras 10hr da manhã, e estavamos todos lá…e sabe que horas conseguimos passa o som? 14HRS” (sic)

Um vídeo produzido no momento do ocorrido mostra a indignação do artista:

5 comentários

  1. Como produto laboratorial que é este blog, ficou aquela pergunta ao ler esta matéria. Os alunos que produziram o texto deixaram de ouvir o outro lado, certo? Existe, além da Secretaria de Estado da Cultura, uma assessoria de imprensa local. Ela foi consultada para dar sua versão? Pelo jeito os novatos repórteres se deixaram levar pelo discurso do músico. Cuidado, pessoal, ouviu apenas um lado é uma péssima forma de começar no jornalismo. Escola básica.

    1. Amigo aqui é o “musico”, Juca Ferreira, além da pessoa que me entrevistou, mais de 2 mil pessoa presenciaram o fato ocorrido. A pergunta sr. Antonio, 2000 testemunhas não vale pra vc como fonte????

  2. Antonio, como foi muito claro na matéria, no momento do ocorrido, eu Thalita Gallucci Sotero, piracicabana, e autora do vídeo e do texto, estava presente e naquele momento não havia ninguém, repito, ninguém que representasse a assessoria, ou a secretaria de cultura, no Palco 2. A minha ideia de colocar para divulgar tal fato é que justamente, a própria organização do evento não deu espaço para o artista, muito pelo contrario, cortou o seu microfone.
    A proposta aqui apresentada não é, e jamais será, direcionar e apresentar apenas um lado, uma versão, mas sim colocar em pauta, o que muitas vezes não é divulgado. Foi exatamente por esse conceito, que sim, aprendi e aprendo na minha formação em Jornalismo.
    Informação é um bem social, antes de tudo, e a sociedade tem o direito de ter conhecimento do que ocorreu, e tenha certeza que as informações sobre a Secretaria de Cultural Municipal e do Estado, responsável pelo evento na cidade tem todos os espaços na imprensa para falar, repetir, se desculpar, etc. Agora o questionamento é… (porque jornalismo é também questionar os conflitos e desdobramentos da sociedade, e isso eu também aprendi na Escola do Jornalismo), será que esse artista terá o mesmo espaço?
    Jamais, eu novata, embora com embasamento, me deixei levar pelo discurso do musico, mas sim me posicionei seguindo de acordo com os argumento citados no paragrafo anterior. E não quero aqui levantar nenhuma bandeira, nem de uma lado nem de outro. A proposta é apenas, e simplesmente divulgar o que ocorreu no final da Virada Cultural.
    Gostaria também de registrar que também aprendi na Escola Basica do Jornalismo, e com o pouco de experiencia que tenho, é que Imparcialidade é Utopia e um discurso que permeia levianamente o senso comum. Não há dois lados, mas milhares deles em cada historia que possa ser contada. Eu apenas quis registrar um fato, que, repito, não teria o espaço que foi reservado aqui.
    E jornalismo colaborativo e a proposta dessa disciplina é justamente propor uma discussão diante dos fatos publicados neste blog, diante disso agradeço seu comentário, e ideia é sempre agregar.
    fica aqui registrado meu contato thali_gallucci@yahoo.com.br, para mais esclarecimentos caso seja necessario.

  3. Thalita, ainda assim, quem se justifica, se complica. Foi isto que senti no seu breve comentário acima. Vc respondeu a minha pergunta. N procurou a assessoria. Vivendo e aprendendo, já nao se fazem jornalistas como antigamente.

  4. falta de respeito com o musico e com o cidadão !!! Horrivel !!! Eu fiquei perplexo pelo q houve…. só pq era a martinalia o proximo show. Por mim, ficava ouvindo só o Juca Ferreira… até pq é ele q representa Piracicaba pelo Brasil afora. Esse sim q temos (nós, piracicabanos) q dar valor… e nao a filha do martinho da vila.

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