Em Campinas ônibus circulam, mas carros continuam parados

Raphael Gnipper

Motoristas, pedestres e usuários do transporte público respiraram mais aliviados com o fim da greve dos ônibus na madrugada de sexta-feira (18). Foram 2 dias de paralisação que prejudicaram mais de 300 mil pessoas. Os problemas que geraram um verdadeiro caos no trânsito da cidade, no entanto, não foram resolvidos mesmo dois dias depois  dos ônibus voltarem a circular.

Quem precisou utilizar o carro para sair de casa no fim de semana se deparou, em muitos momentos, com enormes congestionamentos, filas de carros e ônibus que aos poucos voltavam a circular após o fim da paralisação. Segundo reportagem veiculada pelo Digitais em março deste ano, a frota de veículos na RMC dobrou em 10 anos – de 903 mil veículos em 2002 para 1.747.739 em 2012.

O aumento, aliado à recente paralisação do transporte público, demonstra, segundo urbanistas ouvidos pelo Digitais, a fragilidade do sistema de transporte da cidade, uma vez que retirados os ônibus de circulação, nem mesmo os táxis foram suficientes para atender à demanda emergencial. As principais vias, por sua vez, ficaram congestionadas. Para os especialistas, o lado “positivo” do cenário apresentado à população na última semana demonstra que Campinas é uma cidade de 1 milhão de habitantes com malha viária capaz de atender a apenas 80 mil.

Aos motoristas cabem as reclamações recorrentes: vias lotadas e trânsito carregado nos horários de pico. A paciência nesses casos, nem sempre é tão grande. Durante o tempo em que o Digitais esteve nas ruas de Campinas (das 18h às 20h), no último fim de semana, foram frequentes as buzinadas, xingamentos e falta de respeito demonstradas no trânsito da cidade.

O cenário registrado, no entanto, parece ter se invertido. Campinas começou a semana com trânsito tranquilo e o sistema de transporte público funcionando normalmente. No dia em que se completa 1 ano do escândalo de corrupção que marcou a cidade, tudo o que a população espera é ter uma semana sem grandes acontecimentos.

Em tempo…

Uma greve termina, a outra persiste. Chega ao 8º dia a greve dos servidores públicos de Campinas. Entre outras reivindicações, os manifestantes pedem 13,18% de reajuste salarial. Entre os setores atingidos estão, principalmente, Educação e Saúde. As principais reclamações são de mães que não conseguem levar seus filhos à escola e de pessoas que não podem ser atendidas nos postos de saúde.

No último sábado (19) , a Orquestra Sinfônica de Campinas, que deveria tocar na abertura “Virada Cultural Paulista” da cidade, suspendeu a apresentação e aderiu à greve como forma de protesto pela falta de estrutura que os músicos tem enfrentado.

Editado por Rayssa Fagundes

1 comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s