Estudo sobre uma nova frota de táxis levanta discussão em Campinas

Isabela Palhares

O vereador Gilberto Cardoso Vermelho (PSDB) estuda a possibilidade de implementar em Campinas um sistema de táxis populares que diminuirá a tarifa cobrada aos usuários desse tipo de transporte.  A proposta se baseia em aumentar a frota com cerca de mil novos carros que são vendidos a preços populares, visto que, atualmente os veículos que são usados na cidade custam mais de R$50 mil em média, e isso interfere diretamente no valor cobrado pela quilometragem inicial da corrida.
A ideia de investir em carros mais baratos surgiu quando o vereador acompanhou o prefeito Pedro Serafim (PDT) à Bogotá para conhecer o sistema de transporte urbano colombiano. Pela boa avaliação do sistema boliviano o vereador afirma que já pediu a Emdec um estudo pra verificar a viabilidade deste na cidade de Campinas uma vez que os novos veículos não teriam um ponto fixo, como funciona atualmente com os outros carros. Eles circulariam constantemente pela cidade e fariam viagens curtas.
No entanto a proposta ainda está sendo avaliada pela administração e inicialmente não foi bem aceita pelos taxistas que já atuam na cidade. O presidente do Sindicato dos Taxistas de Campinas, Jorge França acredita que isso não diminuirá o preço das viagens e contribuirá para o  aumento  da concorrência entre os trabalhadores da categoria, em decorrência disso, ele defende que não há espaço sufiente para tantos táxis circularem juntos.

Prejuízos

Enquanto em Bogotá existe um táxi a cada 170 habitantes, em Campinas esse número cresce de forma notável. Na cidade há um táxi a cada 1300 habitantes, mas França tenta melhorar a situação afirmando que o centro da cidade conta com um ponto de táxi a cada 100 metros. Ele ainda expõe outras opiniões: aumentar a frota campineira com mil veículos a mais de uma só vez prejudicaria os taxistas mais antigos, o trânsito seria diretamente afetado e o aumento nos congestionamentos seria uma situação previsível.

França ainda ressalta que recentemente a administração campineira concedeu licença para mais 206 táxis circularem. Os motoristas ainda estão pagando pela prestação destes carros, por isso também ele acredita que é preciso estudar melhor esse projeto antes da aprovação e implantação na cidade.

Confira a seguir a entrevista completa com Jorge França.

Editado por Monique Ribeiro

2 comentários

  1. “Pois é…GCV acertou no projeto, mas errou na apresentação onde a falta de informação e divulgação impedem tal EVOLUÇÃO, preço de veículos ou valor de km rodados são desculpas pois atualmente temos frotas executivas com carros de 150 mil reais com preços abaixo dos táxis convencionais.Na ultima semana esperei por 40 min. por um taxi e quando chegou foi um golzinho que me cobrou 90 reais até viracopos perdi o voo, então até guarulhos seriam mais 400 pilas… conclusão liguei pro executivo,e num C4-PALLAS paguei $240 reais. aí VERMELHO se precisar consigo 200 mil assinaturas em prol do táxi popular.”

  2. E só pra constar…uma permissão de táxi cedida pela prefeitura é comercializada à partir de 300 mil reais, ficando claro que a inclusão de 1000 unidades na cidade já com regras proibindo este comércio (suspeito),são inviáveis apenas aos “DONOS” da licitação,e a Prefeitura Municipal de Campinas não pode punir quase 2 milhões de habitantes,turistas,etc…defendendo o lúcro de 700 permissionários que múitas vezes nem trabalham na área,e se aproveitam do desleixo público municipal para superfaturar este serviço cada vez mais longe da realidade popular.”

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