Coral da Cidade de São Paulo comemora aniversário com cantata em Paulínia

Artur Vergennes

Artur Vergennes

O 1º de maio não foi apenas um dia de comemoração dos Trabalhadores, em Paulínia. O Coral Cidade de São Paulo, que este ano comemora 10 anos de existência, aproveitou a data para fazer um concerto especial no Teatro Municipal de Paulínia, dentro de sua programação de aniversário.

Artur Vergennes
Coral da Cidade de São Paulo e Orquestra Acadêmica durante apresentação em Paulínia

Acompanhado pela Orquestra Acadêmica de São Paulo, sob a regência do maestro Luciano Camargo, o coral apresentou a cantata Carmina Burana, obra mais conhecida do compositor alemão Carl Orff (1895 – 1982).

Com entrada gratuita, o público preencheu as cadeiras do teatro para acompanhar o espetáculo que contou ainda com a participação do Coral Infantil Syngenta e dos solistas Rebekka Reister (soprano), Sebastião Teixeira (barítono) e Helder Savir (contratenor).

Apesar de seu tamanho reduzido (a obra foi originalmente composta para uma formação maior do que aquela vista no palco do teatro municipal), a orquestra contou com dois pianos e um naipe completo de percussão, conferindo o peso exigido pela peça.

Destaque para a participação da soprano alemã Rebekka Reister, que veio ao Brasil especialmente para essa apresentação, além do barítono Sebastião Teixeira (premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) na categoria de melhor cantor erudito) que, com seu talento vocal e presença de palco, mostrou porque é um dos cantores mais consagrados da cena lírica nacional .

Protagonista da noite, o Coral da Cidade de São Paulo ofereceu uma interpretação consistente e nem mesmo os pequenos deslizes da orquestra impediram o público de ovacionar músicos e cantores por vários minutos ao final do espetáculo, exigindo por duas vezes o bis. Foi a certeza de que tanto os músicos quanto o público saíram presenteados do teatro, no dia dos trabalhadores.

A obra
Carmina Burana é a obra mais conhecida do compositor alemão Carl Orff (1895 – 1982), apresentada pela primeira vez ao público em 1937. Trata-se de uma série de poemas escritos em latim, datados do século XIII. A cantata é representada por um símbolo da Antiguidade — a roda da fortuna, eternamente girando, trazendo alternadamente boa e má sorte. É uma parábola da vida humana exposta a constante mudança, mas não apresenta uma trama precisa. Seu tema mais conhecido é o prólogo intitulado de O Fortuna, que já fez parte da trilha sonora de vários filmes e séries de televisão.

Clique aqui para assistir a um trecho da apresentação.

Editado por Bárbara Bretanha

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