Sobrecarga no trabalho afeta desempenho de universitários

Carla Vido

“Um café, por favor”. Essa era a frase que Jorge, vamos chamar assim o nosso personagem, ouvia todos os dias, de domingo a domingo quando trabalhava em um shopping na cidade de Campinas. A fila era enorme e não parava de crescer. Cada vez mais o piloto automático fazia parte do trabalho do estudante de Artes Visuais. Dois anos. Esse foi o tempo que ele conseguiu ficar no shopping trabalhando oito horas por dia com direito à folga de 15 em 15 dias. Folga um domingo, trabalha no outro e assim sucessivamente.

Dores de cabeça, falta de organização na vida pessoal e até mesmo algum tipo de vício, esses são sintomas do estresse que pode começar a ser desenvolvido no ambiente de trabalho. Viver em função do horário de emprego pode parecer normal para algumas pessoas, principalmente para quem trabalha em shopping. “Você não tem planejamento na sua vida, tem que se programar de acordo com a sua escala e a gente acaba se tornando uma pessoa mais tensa, desorganizada. Não tem como assumir um compromisso, a sua vida é o shopping”, afirmou Jorge.

Este foi um dos motivos para que o estudante colocasse na balança se realmente vale a pena ter um dinheiro bacana e trabalhar em regime de “escravidão” ou levar uma vida mais sossegada e poder conciliar a faculdade com um trabalho mais tranquilo. Depois de um bom tempo trabalhando no shopping, o peso dessa correria começou a ficar cada vez maior e a pressão aumentou. “Último ano de faculdade e não dá pra jogar tudo que foi feito pro ar, preciso mudar”, completou o estudante.

Quando perguntado se realmente valeu a pena a mudança de um trabalho no shopping para o trabalho atual, a convicção da resposta é clara e ao mesmo tempo aliviadora, segundo Jorge. “Hoje eu consigo arrumar o quarto, fazer os projetos da faculdade e até mesmo ser mais organizado. Valeu muito a pena, mas o que eu passei também serviu como experiência para a vida.”

Estatísticas

O Isma (International Stress Management Association) é um instituto que previne e trata do stress. E de acordo com dados analisados, o Brasil fica em segundo lugar quando o assunto é estresse, perdendo apenas para o Japão. Atualmente, 30% da população brasileira sofre com o estresse e as principais causas dessa doença são o medo da demissão e o acúmulo de tarefas a serem realizadas no trabalho.

Você sabe o que é Burn out?

O termo burn out faz referência à queimar ao todo, como se uma pessoa que sentisse essa síndrome pudesse acabar se queimando. É um estado físico de esgotamento que acaba causando limitação mental e física por consequência da exaustão profissional. Cuidados com a alimentação e com a saúde dos funcionários de uma empresa são fundamentais para que essa síndrome não atinja o quadro de empregados.

Anda meio nervoso? Não sabe o porque de toda essa ansiedade?

Aproveite para fazer o teste do Isma, afinal nunca se sabe se você está começando com a ter um burn out

Editado por Ingrid Emerick

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