População indígena aumenta 30% em 10 anos

Estudo publicado na última quarta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que a população indígena aumentou em 30% entre os anos 2000 e 2010, passando de 350.829 para 502.783 pessoas. Essa população está se espalhando pelo país e se concentrando nas áreas rurais do Brasil, estando apenas 315 mil deles morando em área urbana.

Nos últimos trinta anos, o número de pessoas que se autodeclararam indígenas nas pesquisas do IBGE cresceu 178%. Segundo o instituto, essa diferença se destacou entre 1991 e 2000, quando houve aumento de 150%. Esse fenômeno é chamado de etnogênese e acontece quando os povos reassumem a identidade após terem sido forçados a esconder e a negar sua etnia como estratégia de sobrevivência.

Pela primeira vez na história do Censo Escolar da Educação Básica, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC), incluiu em seu questionário uma pergunta relativa à raça e cor dos estudantes brasileiros. Os resultados preliminares, divulgados no site do instituto e no Diário Oficial da União demonstram que 46,25% dos alunos são pardos, 41,43% brancos, 9,9% negros, 1,55% amarelos e 0,87% indígenas.

Segundo a instituição, a inclusão de um item novo no Censo costuma demorar alguns anos para ser levado em consideração.

Cada vez mais inserido na sociedade atual, os nativos são parte integrante das universidades. O estudante de letras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Luciano Ariabo Quezo, é o primeiro graduando indígena a desenvolver projeto de iniciação científica com bolsa oferecida pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Enquanto isso, uma estudante de medicina, também da UFSCar, é desligada da instituição por ter fraudado o sistema de cotas para índios. A aluna se declarou indígena para ingressar na universidade pelo programa de ações afirmativas. Na última semana, depois de instaurar uma comissão para apurar o caso, a universidade descobriu que a estudante não comprovou possuir vínculo com a comunidade indígena na época da inscrição no vestibular.

Mesmo com a decisão do Conselho de Graduação, a estudante apresentou um recurso e continua frequentando as aulas. Segundo a universidade, a decisão final será levada ao Conselho Universitário, após parecer da Procuradoria Jurídica da Universidade.

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