Apenas 2,7% dos jovens Íbero-americanos querem ser cientistas

Uma pesquisa realizada com estudantes secundaristas entre 15 e 19 anos da Espanha e América Latina apontou que menos de 3% pensam em seguir carreira científica. Entre os anos de 2008 e 2010, cerca de nove mil escolas, entre públicas e particulares, de sete capitais, Assunção, São Paulo, Buenos Aires, Lima, Montevidéu, Bogotá e Madri, participaram da pesquisa  Los estudiantes y la ciência organizada pelo Observatório Íbero-americano de Ciência, Tecnologia e Sociedade. No Brasil, a pesquisa foi realizada pelo Laboratório de Jornalismo da Unicamp (Labjor). Os resultados estão disponíveis para consulta  aqui.

Para os jovens paulistanos entrevistados, a dificuldade das matérias de ciências assim como o tédio na maneira como são ensinadas são grandes obstáculos. Mas o fator principal é a preferência por outras profissões, que na visão dos jovens lhes renderão mais dinheiro com um menor investimento de tempo do que as carreiras científicas.

Este baixo interesse pelos jovens em ciência é especialmente alarmante no caso do Brasil, já que o país ruma para se tornar a quinta maior economia do mundo. Este posição como gigante econômico só se consolidará com o desenvolvimento de tecnologias nacionais e por isso há  necessidade de formação de cientistas em quantidade e qualidade. Afinal, é impossível contruir o país do futuro exportanto commodities para a China.

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