13 de abril: Dia do Hino Nacional, símbolo da identidade brasileira

O hino nacional foi tocado pela primeira vez em no dia 13 de abril de 1831, quando Dom Pedro I abdicou do governo. Foi regido pelo maestro Francisco Manuel da Silva, em comemoração à vitória dos patriotas brasileiros. O hino foi tocado por quase um século sem ter oficialmente uma letra, já que as tentativas de acrescentar um texto à música não tinham bons verbos, eram carregados de insultos aos portugueses ou cheios de bajulações ao Imperador brasileiro. A oficialização da letra veio só em 1922 e foi muito difundido principalmente nas escolas a partir do período militar, nas décadas de 60 e 70.

“Quando o hino nacional é cantado e ouvido, um resgate cultural é realizado e partir dessa memória, um efeito de reafirmação de identidade traz grande comoção por parte das pessoas”, afirma o Professor da PUC Campinas e Doutor em Historia, Artur José Renda Vitorino. Segundo o professor,  muitas vezes nos eventos e lugares em que a execução do hino faz parte da celebração, as pessoas,  além de não saberem corretamente a letra, também não sabem se comportar para acompanhar a música, como se vê, por exemplo, nos jogos de futebol.

Nessa ideia de pertencimento dessa comunidade que é o Brasil, e o hino remete esse reconhecimento unilateral de que as pessoas fazem parte dessa cultura, embora atualmente essa consciência não esteja tão clara para todos os brasileiros.

Ouça a entrevista em que o professor Vitorino concedeu para o Digitais:

6 comentários

  1. Hoje é obrigatório por lei cantar semanalmente o hino nacional nas escolas publicas e privadas, porém não há punição para quem desobedecer. Tomemos por base o ensino e podemos imaginar o que acontece não é?

    Outro fato interessante foi quanto o programa ídolos pediu para os participantes cantarem o hino nacional, infelizmente eles foram pegos de surpresa para fazerem algo que nunca aprenderam a fazer, e se constrangeram por não saber o que a maioria também não sabe, ainda não faz parte de nossa educação atual, mas aos poucos está mudando, pelo menos me esforço para acreditar nisso.

  2. Acho que o fato de não sabermos a letra do hino, demonstra um pouco da falta de patriotismo por conta dos brasileiros.
    O fazem apenas quando obrigados, vide na época de escola, que mal serviu para que soubéssemos a letra, ou em eventos desportivos! uma pena, mas reflete nossa sociedade!

  3. Na maioria das vezes que o hino nacional é tocado e as pessoas simplesmente levam a mão direta ao peito, quando o fazem, em forma de respeito, porem, não se é realmente ouvido ou entendido em algumas vezes é até ignorado. Nos dias de hoje as pessoas não se interessam mais pelo seu país ou sua história.

  4. Acredito que ainda não há em nosso país verdadeira noção de identidade enquanto nação por parte de nosso povo, talvez por sermos um país jovem, talvez por sermos um país que tem uma diversidade populacional grande (muitos imigrantes) etc., tal falta de ‘identidade’ reflete em muitas questões, nosso hino nacional é uma delas.
    Como dito por aqui, muitos brasileiros não sabem cantar, portar-se frente à bandeira e nem ao menos o que aquela ‘música’ quer dizer, mostrando a falta de interesse do brasileiro por questões simples como saber o hino de seu país, o que é, infelizmente, uma pequena evidência de como o Brasil é visto pelo seu próprio povo.

  5. Nossa identidade como nação atualmente reside em:
    Fanfarronice, malandragem, ladronagem, oportunismo, vagabundagem… tudo isso junto é o que o brasileiro é, ou como boa parte dos brasileiros define nossa própria cultura.

    Nada mais justo que boa parte “cague e ande” para o hino, quase todo escrito em inversão, com palavras “rebuscadas” que poucos são educados para apreender.

    Quanto à obrigatoriedade, em uma nação de verdade o seu hino é entoado por prazer, cantado com amor e aprendido com empenho, já aqui, nessa nação cujo povo se vende barato esse conceito não poderia ser mais inexistente.

    Nossa identidade só se revela quando nosso ópio é atingido de alguma maneira, quando somos “mal tratados” no exterior ou nossa seleção – grandes merda – perde alguma partida.

    É simplesmente ridículo ver “nosso brio patriótico” surgir magicamente em jogos olímpicos ou panamericanos porque alguns se destacaram, dado o histórico da falta de patrocínio e o enorme desinteresse da nação para as coisas “do Brasil”. Só gostamos de “vencer” mesmo sem termos bases para tornar nossas vitórias, em tudo nessa vida, duradouras.

    Como um povo que não pensa, não escreve, não critica, não interpreta, não desenvolve pode ser considerado patriótico?

    Impossível, nossa cultura idiotizante tem de mudar, “menos festa” e “mais estudo”, mas um estudo com OBJETIVO. No frigir dos ovos todos querem sombra e água fresca e “ralam” muito para conseguir “não fazer nada” ou o “mínimo possível”.

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