Na Sexta-feira Santa, casos de ingestão acidental de espinha de peixe aumentam até 40%

Na Sexta-feira Santa, cristãos fazem luto enquanto aguardam a ressurreição de Jesus Cristo. No dia lembram-se do julgamento, paixão, crucificação, morte e sepultura. Na Igreja Católica não acontece a missa, mantendo a tradição da Via Sacra e em algumas paróquias a confecção do tapete. Um momento de reflexão e renovação.

Culturalmente, nesse dia, não se come carne vermelha, seguindo também uma tradição religiosa. Como opção, o consumidor é atraído pela venda do peixe, principalmente o bacalhau, que antecede o chocolate do Domingo da Paixão.

Todavia, mais que se preocupar em pesquisar o preço do pescado e do ovo de Páscoa, deve-se estar atento na hora da refeição.

Uma pesquisa realizada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP constatou que na Semana Santa, a unidade registra um aumento de cerca de 40% no número de ingestão acidental de espinha de peixe, o que pode ser bastante perigoso.

Em Campinas, o número de atendimentos destes casos, no HC da Unicamp aumenta aproximadamente 30%, segundo a Instituição.

Os casos mais comuns são os de pacientes que engasgam com espinha, que fica parada na garganta. Nestas situações, o procedimento realizado é a retirada em pronto-socorro, através de uma pinça.

Porém, em casos mais sérios, a ingestão acidental pode atingir o esôfago, o que é muito mais perigoso e pode até causar a morte. Os sintomas nestes casos são salivação excessiva, dificuldades para engolir, dor e desconforto. A espinha de peixe pode perfurar o esôfago se não diagnosticada e removida com urgência. Quando ocorre a perfuração, o paciente pode ter falta de ar, dor torácica e febre. A remoção é realizada  através de endoscópica. Em 1% dos casos são realizadas cirurgias.

O diagnóstico é feito por médicos através de exames de raio-X, endoscopia ou por simples análise do quadro clínico do paciente.

Neste feriado prolongado, os hospitais orientam quanto à prevenção: Olhar o peixe, afim de retirar espinhas visíveis e mastigar bem, são dicas simples e que podem evitar maiores problemas.

Em caso de acidentes na hora de comer, dicas de primeiros-socorros:

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