Futebol americano cresce na RMC e Paulínia quer oferecer esporte à população

Dos 111 times de futebol americano registrados na Associação de Futebol Americano no Brasil (AFAB), dois deles tem sede na Região Metropolitana de Campinas (RMC). Paulínia Mavericks e Itatiba Priests estão inseridos em categorias diferentes, mas já começam a ganhar destaque no Brasil. O primeiro é half pad, aquele que ainda não possui todos os equipamentos obrigatórios – capacete e ombreira – para participar da Liga Paulista e campeonato brasileiro, enquanto o outro, categoria full pad, foi campeão da Taça São Paulo de Futebol Americano 2011.

“Até o final do de abril vamos exigir que nossos jogadores tenham todos esses equipamentos”, garante o fundador do Paulínia Mavericks e também jogador Luís Guilherme Valim, que espera que cada jogador desembolse 800 reais para que a equipe paulinense possa disputar os campeonatos.

A jornada de Valim no futebol americano começou em Campinas no ano de 2008. O então estudante de Publicidade e Propaganda divulgou a ideia de montar um time pelo Orkut. Luís Guilherme Valim conta que marcou o primeiro treino do Campinas Barons – nome escolhido para prestar homenagem a história dos barões da cidade – como forma de distração e brincadeira, que nunca tinha pensado em se profissionalizar. “O pessoal começou a nos procurar, nós copiávamos o que a gente via na TV e foi jogando. Como não temos o mesmo aparato que eles têm, como equipamentos, demos uma adaptada à brasileira”, complementa.

Em Paulínia
“A Prefeitura de Paulínia nos ofereceu estrutura e nós mudamos”, justifica o idealizador do Mavericks para explicar o motivo pelo qual o time deixou de ter sede em Campinas. Em 2009, de acordo com informações da AGEMCAMP, Campinas investiu 12,150 milhões de reais em esporte e lazer, enquanto o montante de Paulínia foi de 8,550 milhões. Segundo dados do Censo 2010, Campinas tem pouco mais de um milhão de habitantes contra 85 mil da cidade vizinha. Ou seja, Campinas gasta R$ 11,25/habitante em esporte e lazer para população e Paulínia R$ 100,85/habitante.

Talita Bristotti

Além de ceder o campo para treinamento, também disponibiliza transportes para os amistosos da equipe. Quando o jogo é em Paulínia, a Prefeitura ainda garante incentivos para o time adversários como café da manhã e lanches. “A longo prazo, a ideia é ajudar na compra de equipamentos e melhorar a estrutura de acordo com a profissionalização da equipe”, promete o secretário de esportes de Paulínia Ernesto Gregório.

Ele afirma que Prefeitura quer reestruturar a pasta. “Estamos tentando inovar a Secretaria, em especial com esportes que não são conhecidos como o rugby e futebol americano. Eu gosto muito das atividades que saem do tradicional”, declara o titular. Depois de conseguirem se profissionalizar e puderem representar a cidade no Brasil, o secretário de esportes quer oferecer a atividade a toda população da cidade. Para isso, ele já tenta articular patrocínio com as empresas parceiras da administração de Paulínia. “Eu tento transformar a secretaria em um modelo mais privado de gestão, para conseguir patrocínio para equipes. Paulínia de fato tem um arrecadamento significativo e as pessoas acham que a Prefeitura não precisa de outros recursos”.

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