Pesquisadora desenvolve sensor capaz de detectar substâncias tóxicas no ambiente

Em mundo cada vez mais preocupado com o meio ambiente e cada vez mais instruído sobre a necessidade de se proteger o planeta da destruição causada pelos excessos da humanidade, um estudo realizado na UFSCar-Sorocaba procurou  alternativa para o controle ambiental, desenvolvendo um sensor simples e barato, capaz de detectar compostos organoclorados (substâncias tóxicas). Os resultados apresentados pelo estudo mostraram bom desempenho para a detecção dos contaminantes através de filmes nanoestruturados (LbL) como sensores eletroquímicos, com maior sensibilidade e intensidade do que outros sensores.

De acordo com a idealizadora da pesquisa e mestranda em Ciências dos Materiais Juliana de Souza Santos Silva, os efeitos desses agentes tóxicos ao longo do tempo representam um grande risco para a saúde pública. Como são lipossolúveis (solúveis em gorduras) e se acumulam no organismo, eles percorrem rapidamente a cadeia alimentar, propagando-se por meio do ar e da água, afetando o meio ambiente e com resultados desastrosos para qualquer espécie, incluindo o homem. “O desenvolvimento de técnicas precisas para monitoramento e vigilância desses produtos em águas, solos, alimentos e ar tornou-se de fundamental importância”.

Segundo a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB), os níveis de organoclorados em águas e sedimentos da bacia do Rio Piracicaba, que abriga uma população de aproximadamente 2.960.000 habitantes revelaram que esta bacia apresenta alto comprometimento devido à presença  de alguns organoclorados. Nos municípios de Santa Bárbara d‘Oeste, Sumaré e Campinas foram encontradas quantidades do fungicida BHC bem acima do limite estabelecido pela Organização Mundial de Saúde.

Devido ação cancerígena de seus compostos, muitos foram proibidos e outros tiveram suas estruturas modificadas em vários países, inclusive o Brasil, que é um importante produtor de organoclorados e já os utilizou por muito tempo como inseticidas, herbicidas e os fungicidas e hoje em especial na indústria do plástico. Apesar disso, uma campanha no Paraná começou somente em 29  de março de 2012  a recolher cerca de 600 toneladas do organoclorado BHC.

Segundo a Academia de Ciências dos Estados Unidos, cerca de 25% da produção mundial de organoclorados chega ao mar e atualmente podem ser encontrados até na neve do Alasca.

Entenda como os organoclorados se propagam pelo meio ambiente

Artur Vergennes

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