Consórcio defende aumento de vazão da água para evitar colapso na RMC

Representantes dos municípios integrantes do consórcio intermunicipal da bacia dos rios PCJ (Piracicaba, Capivari e Jundiaí) devem discutir alternativas para a possibilidade de aumento da vazão da água para as cidades abastecidas pelo Sistema Cantareira, incluindo integralmente a RMC (Região Metropolitana de Campinas). A medida já tem em vista a renovação da outorga (concessão do serviço) em 2014. Na avalição do consórcio, “os membros da diretoria têm certeza que para não frear o desenvolvimento da região são necessárias maiores vazões”.

O Sistema Cantareira norteou a pauta da última reunião de diretoria. O prefeito de Hortolândia Ângelo Perugini (PT), que também é presidente do Consórcio PCJ, deliberou que o órgão organize um evento para o início dos debates sobre o tema, envolvendo as partes envolvidas e incluídas na área de abastecimento do Cantareira.

A mobilização regional está prevista para acontecer na primeira quinzena de abril em Piracicaba, Campinas ou Americana, cidade sede da entidade. “Está em discussão a nossa sobrevivência”, enfatizou o secretário executivo do Consórcio PCJ Francisco Carlos Castro Lahóz.

Reunião de diretoria do Consórcio PCJ em Americana.

Segundo o grupo, o aumento das vazões do Sistema Cantareira para as bacias tem sido abordado e discutido pelas cidades que formam o órgão dentro do chamado Grupo de Eventos Extremos do Consórcio PCJ desde o ano passado. O debate acerca do tema também foi incentivado pela Agência Nacional de Águas, que defende a construção de um grande acordo entre a bacia e o Sistema a fim de garantir o abastecimento na região.

Ainda no último encontro, o diretor da Sanasa Campinas Paulo Tínel, exemplificou e demonstrou a preocupação com futuras instalações de plantas fabris na região. “Já existem locais no rio Atibaia (diretamente afetados pelas vazões do Cantareira) que vivem estresse hídrico”. É necessário nos mobilizarmos senão chegará a tal ponto que as empresas não terão mais como solicitar outorgas”, disse.

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