Vadão ignora tabu e acredita em bom dérbi

O técnico do Guarani Oswaldo Alvarez, o Vadão, prefere deixar de lado sua invencibilidade em dérbis e acredita que estudar a equipe da Ponte Preta e manter o equilíbrio durante a partida são os principais pontos a serem aplicados para se dar melhor no clássico centenário que acontece neste sábado (24), às 18h30, no estádio Moisés Lucarelli, pela 15ª rodada do Campeonato Paulista. O duelo marca o aniversário de 100 anos da rivalidade entre os times de futebol profissional de Campinas.

Em entrevista ao Digitais, o único técnico a defender os dois lados do dérbi sem nunca ter saído de campo derrotado – quatro vitórias e três empates em sete confrontos – considera que seu tabu não serve como trunfo motivacional, pois se trata de uma marca pessoal, menor do que as pretensões do Bugre no campeonato e a própria história do principal clássico do interior paulista. “Eu acho que o Guarani e o próprio dérbi estão acima do meu ego”, diz.

Oswaldo Alvarez prega equilíbrio e paciência para a partida, mas reconhece que “não existe receita pronta”, como ele mesmo afirma, para vencer o rival. Além disso, enaltece o trabalho do técnico da Ponte Preta Gilson Kleina, o qual classifica como “tranquilo e equilibrado”. Segundo Vadão, com estilos semelhantes à beira do gramado o jogo fica menos nervoso e ganha em qualidade. “Eu acredito que o jogo vai ser muito bom”, aposta.

O Alviverde está em sexto lugar na tabela de classificação, com 26 pontos, e uma vitória na casa do maior rival pode deixar equipe em situação confortável para garantir vaga às quartas-de-final do Paulistão. O técnico reconhece a importância de um resultado positivo ante a Ponte Preta, mas descarta crise em caso de tropeço. Com sete pontos de vantagem para o nono colocado, o resultado do dérbi “não vai interferir no G8 (grupo dos oito melhores classificados)”, na avaliação do comandante bugrino.

Violência

Vadão lamenta a morte do torcedor bugrino Anderson Ferreira, 28, confirmada na segunda-feira (19). Integrante da torcida organizada Fúria Independente, ele foi agredido por um grupo de torcedores da Macaca próximo ao estádio Brinco de Ouro da Princesa, após os dérbis das categorias sub-15 e sub-17, realizados na última quinta-feira (15). Ferreira frequentava as dependências do Guarani e conversou com o elenco antes do início do Campeonato Paulista. O treinador classifica o ocorrido como “lamentável”, mas barra o clima de violência dentro de seu grupo. “Nós não podemos entrar com ódio e raiva, porque não foram os jogadores da Ponte que agrediram o menino”, argumenta.

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