Moradores de 15 cidades da RMC tem que pagar pedágio para chegar até Campinas

Marcelo de Barros

A Região Metropolitana de Campinas (RMC), que abriga 19 municípios, tem como principais vias de acesso, tanto sentido capital, interior ou outros estados, as rodovias Dr. Adhemar de Barros, Adalberto Panzan, Via Anhaguera, Rodovia dos Bandeirantes, Engº Ermênio de Oliveira Penteado, Professor Zeferino Vaz e Francisco Aguirre Proença, as quais foram submetidas ao processo de concessão iniciado em 1997 e com a segunda etapa em 2009. Desde o início do processo de concessão das estradas paulistas em 1997, o crescimento das praças de pedágio ocorreu pelas mais diversas rodovias. Segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), o Estado de São Paulo, em 2010, tinha 112 pontos de cobrança de tarifa enquanto a soma nacional é de 113. Os números, de acordo com a ARTESP (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), chegaram a 135 praças de cobrança em todo o Estado depois dos ajustes de tarifas em julho de 2011.

Os valores do pedágio variam entre R$ 3,90, na região da cidade de Engenheiro Coelho e R$ 10,10 em Indaiatuba. A cidade de Paulínia, por exemplo, conta com duas praças de pedágio na rodovia Zeferino Vaz: uma sentido Cosmópolis (ida e volta) no valor de R$ 5,90; e uma localizada no retorno próxima à Replan, que custa R$ 8,20. Cerca de 9 mil veículos por dia passam nesta estrada, contabilizando apenas o fluxo de carros de passeio e utilitários.

Para os universitários que vêm de várias cidades do Estado para estudarem nas universidades de Campinas, principalmente, com veículo próprio ou em companhia de amigos, dificilmente escapam dos pedágios. Na RMC, apenas as cidades de Sumaré, Valinhos, Hortolândia e Paulínia que, no trajeto para Campinas não possuem pedágio estão livres das taxas.

O pedágio cobrado em São Paulo se pauta pela distância entre uma praça de pedágio e a outra mais próxima, não considerando, portanto, por quilômetro rodado. Em Jaguariúna o motorista paga R$ 9,10 para percorrer uma distancia até a Pontifícia Universidade de Campinas (PUCC) de quase 20Km. Um estudante que utiliza o carro 22 dias por mês, para ir à faculdade gastaria, em média, R$ 400,00.

De acordo com a previsão do Análise de Mercado (Lafis), as concessionárias podem arrecadar com pedágio 10,5 bilhões em 2012.  A quantidade de praças de pedágio na RMC está em torno de 10, algumas com fluxo de quase 29 mil veículos/dia, como na região de Nova Odessa.

Os pontos favoráveis das concessões são a manutenção, conservação e o aumento da malha viária, além de construir passarelas e serviço de ajuda ao usuário 24h. De acordo com a ABCR, o serviço de pavimentação em estradas concessionadas chegou a 154,308Km e o recapeamento 3.058,210 Km, em 2011.

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